INTERNACIONAL

Trump critica Facebook e Twitter por censurar artigo contra Biden

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o Facebook e o Twitter por bloquear nas redes sociais links para um artigo do New York Post que expõe supostas negociações corruptas de seu adversário nas eleições de novembro, Joe Biden, e seu filho na Ucrânia

AFP
14/10/2020 às 21:37.
Atualizado em 24/03/2022 às 10:33

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o Facebook e o Twitter por bloquear nas redes sociais links para um artigo do New York Post que expõe supostas negociações corruptas de seu adversário nas eleições de novembro, Joe Biden, e seu filho na Ucrânia.

O jornal afirma ter obtido um computador abandonado por Hunter Biden com provas do envolvimento do pai em negócios suspeitos na Ucrânia.

Joe Biden, ex-vice-presidente americano e candidato democrata à Casa Branca nas eleições de 3 de novembro, negou repetidamente qualquer envolvimento.

"Um e-mail incriminatório revela como Hunter Biden apresentou um empresário ucraniano ao pai vice-presidente", diz a manchete do artigo.

Como a campanha de Biden negou qualquer envolvimento do candidato democrata com o empresário ucraniano suspeito, o Facebook e o Twitter impuseram restrições aos links para o artigo, dizendo que havia dúvidas sobre sua veracidade.

"Isso faz parte do nosso processo padrão para reduzir a disseminação de informações falsas", justificou Andy Stone, porta-voz do Facebook.

O Twitter explicou que estava limitando a divulgação do artigo devido a dúvidas sobre "as origens do material" incluído na matéria.

As ações do Facebook e do Twitter provocaram indignação entre os republicanos contra o que chamaram de censura partidária.

Trump, que está atrás de Biden nas pesquisas a 20 dias da eleição presidencial, atacou os dois gigantes das redes sociais.

"É terrível que o Facebook e o Twitter retiraram o artigo dos e-mails incriminatórios relacionados ao "Sonolento" Joe Biden e seu filho, Hunter, no @NYPost", postou Trump no Twitter.

"É só o começo para eles. Não tem nada pior do que um político corrupto".

O New York Post afirmou que o computador foi deixado por Hunter Biden em uma loja de conserto de computadores no estado de Delaware em abril de 2019.

O dono da loja, que não foi identificado, declarou ao jornal que, após a máquina ter sido dada como esquecida, uma cópia do disco rígido foi feita e o computador foi entregue a autoridades federais.

O dono da loja entregou um cópia do disco rígido a Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado pessoal de Donald Trump, que o entregou ao jornal.

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