
Setores como Construção Civil e Agropecuária ajudaram a manter o desempenho (Mateus Medeiros)
Piracicaba encerrou o primeiro trimestre com um saldo positivo de 2.463 vagas de empregos formais. Os meses de janeiro e fevereiro foram extremamente positivos, com saldos de 1.315 e 1.036 vagas, respectivamente. O trimestre só não foi melhor por conta dos resultados do mês de março, quando a oferta de trabalho caiu significativamente: foram 112 vagas positivas (6.632 admissões e 6.520 demissões), por conta, segundo analistas do governo federal, da histórica retração dos negócios no final do primeiro trimestre. A construção civil lidera a lista de contratações em março.
Os índices do trimestre foram disponibilizados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e, apesar de um março mais lento, os resultados do trimestre são comemorados pela Prefeitura de Piracicaba.
"O resultado do trimestre reforça o desempenho da cidade na geração de oportunidades e evidencia os avanços das políticas públicas de qualificação profissional, articulação com o setor produtivo e apoio ao empreendedorismo local", informa o governo municipal.
O secretário de Trabalho, Emprego e Renda de Piracicaba, José Luiz Ribeiro, destacou a importância do diálogo com o setor produtivo. "Estamos trabalhando diariamente para garantir que as empresas encontrem profissionais preparados e que os trabalhadores tenham acesso à qualificação e a novas vagas", disse.
Entre os setores que mais contribuíram para o saldo positivo no mês de março estão a Construção Civil, com 255 novas vagas e Agropecuária, com 94.
A maioria dos trabalhadores contratados está na faixa etária entre 18 e 24 anos (188) e grau de instrução ensino médio (181).
Do total de postos de trabalho gerados, 70 foram ocupados por homens e 42 por mulheres.
Segundo a análise do secretário Ribeiro, Piracicaba segue no caminho do desenvolvimento, com mais emprego, renda e oportunidades para a população. "O esforço conjunto entre Prefeitura, empresas e trabalhadores está gerando resultados concretos", disse.
Sazonalidade
Segundo a análise do próprio Ministério do Trabalho, a oferta menor de trabalho em março, mês que fecha o trimestre, não é motivo para alarde. O ministro Luiz Marinho avalia que a queda nas vagas está relacionada ao Carnaval, que ocorreu no início daquele mês, reduzindo o número de dias úteis.
Além disso, o encerramento do primeiro trimestre é historicamente afetado pelo fim dos contratos temporários que alavancaram as vagas no final do ano. É uma questão de sazonalidade
Saiba mais
Microsoft Power BI é o link do Caged que disponibiliza o desempenho mensal de cada município na geração de empregos formais desde 2020. O mesmo endereço possui os dados da criação de vagas em todo o Brasil no período.