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EUA espera ter vacinas contra a covid-19 disponíveis no final de novembro

Duas empresas americanas esperam conseguir a aprovação emergencial para suas vacinas contra a covid-19 até o final de novembro, uma boa notícia para os Estados Unidos em um momento em que o país experimenta um novo aumento no número de casos, com um total que ultrapassa os oito milhões

AFP
16/10/2020 às 17:16.
Atualizado em 24/03/2022 às 10:39

Duas empresas americanas esperam conseguir a aprovação emergencial para suas vacinas contra a covid-19 até o final de novembro, uma boa notícia para os Estados Unidos em um momento em que o país experimenta um novo aumento no número de casos, com um total que ultrapassa os oito milhões.

A Pfizer anunciou nesta sexta-feira (16) que pretende dar um passo à frente com sua vacina depois que os dados de segurança estiverem disponíveis na terceira semana de novembro, semanas após a eleição presidencial de 3 de novembro.

O anúncio significa que os Estados Unidos poderão ter duas vacinas prontas até o final do ano. A segunda é desenvolvida pela empresa de biotecnologia de Massachusetts, Moderna, que tem como meta o dia 25 de novembro como prazo para solicitar a autorização.

"Presumindo dados positivos, a Pfizer solicitará o uso da autorização de emergência nos Estados Unidos logo após o nível de segurança ser alcançado na terceira semana de novembro", ressaltou o presidente e CEO da empresa, Albert Bourla, em uma carta aberta.

A notícia impactou as ações da empresa, que tiveram uma alta de 2% nos Estados Unidos após o anúncio.

Mas os especialistas alertam que mesmo quando as vacinas são aprovadas, levam-se vários meses para que estejam amplamente disponíveis.

Em qualquer caso, é pouco provável que sejam um bom substituto para o uso de máscaras, distanciamento social e outros comportamentos recomendados para conter a transmissão, já que não se sabe até que ponto são eficazes.

Após a queda no número de casos durante o verão, o país atingiu um ponto crítico na pandemia do novo coronavírus por volta da segunda semana de setembro, registrando a nova média de casos diários de mais de 50.000, segundo os números mais recentes, e com trajetória ascendente.

Com mais de oito milhões de casos confirmados e mais de 217.000 mortes, os Estados Unidos são o país mais afetado do mundo pela pandemia.

Os números atuais indicam que o país nunca esteve tão perto de retornar aos níveis de sua primeira onda, então a alta desses dias pode ser considerada um terceiro aumento.

Geograficamente, os principais locais com contaminação se encontram nas regiões do Centro-Oeste ao Norte, além de partes do Oeste.

O cirurgião de Harvard e pesquisador de políticas de saúde Thomas Tsai disse à AFP que há vários fatores por trás do aumento do número de casos, como a falta de testes suficientes no centro-oeste até o não monitoramento e o retrocesso por parte das autoridades em relação à reabertura.

Além disso, "a partir de relatórios de rastreamento de contatos de vários municípios e estados, a preocupação é que a disseminação passe a ser impulsionada por encontros sociais dentro das casas", acrescentou.

O avanço do frio no outono boreal leva cada vez mais a vida social a espaços fechados.

Um sinal positivo é que os tratamentos para a covid-19 melhoraram de forma notória e, como os casos estão mais dispersos, os hospitais não colapsaram.

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