
Bebel diz que só a mobilização da categoria, com apoio da sociedade, terá forças para continuar freando os ataques à educação estadual (Divulgação)
A segunda presidente da Apeoesp, a deputa da estadual Professora Bebel (PT), diz que não está descartada a deflagração de greve dos professores da rede estadual de ensino, caso o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, continue atacando o magistério e a educação pública.
Para a parlamentar, há a necessidade da categoria continuar mobilizada contra os ataques, que foram derrotados no ano passado em ações desen volvidas pelo seu mandato e pela Apeoesp, com apoio do magistério paulista, de pais, estudantes, lideranças e de setores da sociedade, posição que foi ratificada em assembleia que reuniu mais de oito mil participantes no úl timo dia 17 de dezembro, na Praça da República, em frente à Secretaria Estadual da Educação.
Para Bebel, a mobilização da categoria, que fortaleceu as ações da Apeoesp e do seu mandato na Assembleia Legislativa, freou ataques de Tarcísio de Freitas à educação paulista no ano passado, entre eles a implementação das escolas cívico-militares e a digitalização do ensino.
“Toda nossa mobilização garantiu que o uso obrigatório de mais de 31 plataformas digitais fosse questionado pelo Ministério Público, que ajuizou uma ação civil pública, alegando que a obrigatoriedade tira a autonomia dos professores em sala de aula e padroniza o conteúdo escolar, ferindo a Constituição, inclusive com o governo vinculando o uso dessas ferramentas à avaliação de professores e gestores, com risco de punição, o que motivou a intervenção judicial”, diz.