
Piracicaba, como em todo o Sudeste, permaneceu em condições secas em julho, com chuvas acumuladas inferiores a 30mm (Mateus Medeiros)
Frio, umidade do ar em níveis preocupantes, previsão de chuvas inexpressivas. Mas, ainda que as condições meteorológicas em Piracicaba possam provocar alarde a alguns, vivemos uma estação normalíssima. Segundo Fábio Marin, professor de Engenharia de de Biossistemas da Esalq, a cidade retoma a normalidade após um atípico 2024. No ano passado, afirma, é que tivemos um inverno fora dos padrões, com dias de temperatura média acima do normal.
Segundo o relatório Climatempo de julho, divulgado pela universidade, as chuvas modestas no mês, seguiram o padrão da estação, e consequentemente ocorreu o armazenamento crítico de água no solo - entre 0% e 15%, indicando forte déficit hídrico. Nada do que não fosse esperado. Piracicaba, como em todo o Sudeste, permaneceu em condições secas, com chuvas acumuladas inferiores a 30mm.
Naturalmente, a umidade do ar despenca para níveis preocupantes. Era de apenas 19% no começo de agosto, o que representa ameaça para a saúde. É a época das crises respiratórias e das UBSs lotadas. A temperatura máxima do Sudeste em julho não ultrapassou 25 °C. As mínimas abaixo de 15°C continuaram sendo registradas em todo o território.
No campo, segundo o relatório, o clima provou prejuízos pontuais em alguns pontos do Brasil, como o Paraná, onde as lavouras tardias foram prejudicadas pelas geadas registradas no mês.
No Estado de São Paulo, a ocorrência de geadas no final de junho e início de julho comprometeu parte das lavouras em fase de enchimento de grãos. Áreas já colhidas, no entanto, apresentaram produtividade acima da esperada
Na semana, chuva prevista
Os serviços de meteorologia estimam que a ampliude térmica vai continuar na semana, com manhãs bem frias e calor nas tardes. Na quinta, por exemplo, os termômetros podem chegar aos 26°. Por conta disso, existe possibilidade de chuva na sexta, acompanhada de rajadas de vento.
O professor Marin disse à Gazeta que nenhuma dessas ocorrências meteorológicas fogem ao padrão do inverno e, definitivamente, não há riscos à produtividade do campo.
"No ano passado tivemos um inverno mais ameno, mas com chuvas dentro da média. Trata-se de um período seco mesmo. Agora em 2025 voltamos à normalidade", disse.