Publicado 19 de Setembro de 2021 - 8h50

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Em coletiva de imprensa, treinador enxergou um clássico campineiro extremamente equilibrado, sobretudo no campo tático, o que explica com fidelidade a igualdade por 0 a 0

Diego Almeida/Ponte Press

Em coletiva de imprensa, treinador enxergou um clássico campineiro extremamente equilibrado, sobretudo no campo tático, o que explica com fidelidade a igualdade por 0 a 0

Embora não tivesse conseguido sair vitorioso, Gilson Kleina valorizou o comportamento da Ponte Preta no empate sem com gols diante do Guarani no Dérbi 201, disputado no Estádio Moisés Lucarelli.

Em coletiva de imprensa, treinador enxergou um clássico campineiro extremamente equilibrado, sobretudo no campo tático, o que explica com fidelidade a igualdade por 0 a 0.

"O primeiro papel é a gente tentar fazer sempre o nosso resultado de vitória. Se não conseguir, tem que pontuar, ainda mais em um clássico e com uma equipe que está pleiteando um G4. Nós estamos fazendo de tudo para engrenar e ter uma caminhada para trocar de patamar. Ao mesmo tempo, nós temos que valorizar esse ponto", opinou o comandante.

"A nossa equipe foi guerreira. Nós, como em todo clássico, temos alguns ingredientes a mais. Eu acho que nós não iniciamos bem, mas, depois, equilibramos e ficamos muito bem. No segundo tempo, vi um Guarani muito reativo, realmente esperando o nosso erro. Acabou a construção e começou uma bola longa para primeira e segunda bola. Nós tentamos e fizemos as substituições, sempre para frente. A ideia era ser uma equipe vertical e controlar o jogo no campo ofensivo", emendou.

Gilson Kleina também não poupou elogios ao trabalho realizado nos bastidores da Ponte Preta para colocar Moisés em campo por quase 90 minutos no dérbi.

"Os jogadores fizeram de tudo para estar nesse jogo, que é o caso do Moisés e do Iago. É parabenizar todo o Departamento Médico, os profissionais, preparador físico e fisiologista, que tiveram uma entrega muito grande e também aos jogadores que estão voltando. Foi o caso do Niltinho, que, durante a semana, até trabalhou na ausência do Moisés", disse o técnico.

"Enfim, é assim que a gente está convivendo. Infelizmente, não vamos poder repetir a escalação, mas tem que fazer uma equipe forte para poder não só ter desempenho, mas tentar de tudo para ter um resultado positivo contra o Operário", continuou.

Demorou

Kleina também admitiu que a Ponte Preta demorou para realmente entrar no Dérbi 201, porém conseguiu equilibrar as ações em campo a partir de ajustes no sistema de marcação no meio-campo.

"A nossa equipe tentou de tudo para tentar sair com a vitória. Foi um jogo muito disputado e equilibrado. Eu acho que, no começo de jogo, teve uma diferença que o Régis não jogou centralizado. Jogou abaixando e pelo lado do campo, daí criava uma superioridade, mas também uma situação que nós preenchíamos bem a área", analisou.

"A nossa equipe cresceu, neutralizou e começou a jogar. Futebol cada um tem um ponto de vista, mas a bola do jogo é a bola em que nós tínhamos a transição com o Rodrigão. O Rodrigão colocou no Fessin. Eu achei que o Fessin, se dá um tapa na bola, sofreria o pênalti, mas depois a equipe cresceu. Pegamos confiança. Tivemos arremates de fora da área e começamos ter jogada de bola parada. A equipe se organizou e equilibrou. Eu acho que faltou realmente um detalhe de melhor posicionamento na bola parada e de uma finalização melhor", completou.

Gilson, por fim, considerou como positiva a aposta de Moisés entre os titulares da Macaca.

"Todo grande jogador vale o sacrifício. Moisés poderia ter decidido o clássico. Então é importante mesmo a presença dele. O Moisés é um jogador muito bem falado. Tanto é que, se analisar bem, foi falado do Moisés na semana inteira. Isso é para ver o momento que está passando esse garoto", arrematou.

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Lucas Rossafa/Correio Popular