Publicado 19 de Setembro de 2021 - 8h47

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

Em entrevista coletiva, o treinador, invicto na história do Dérbi Campineiro, enalteceu fato de o Bugre não ter sido derrotado pela principal rival na condição de visitante

Anderson Stevens

Em entrevista coletiva, o treinador, invicto na história do Dérbi Campineiro, enalteceu fato de o Bugre não ter sido derrotado pela principal rival na condição de visitante

O empate sem gols com a Ponte Preta, dentro do Estádio Moisés Lucarelli, deixou Daniel Paulista satisfeito com mais um ponto conquistado pelo Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista coletiva, o treinador, invicto na história do Dérbi Campineiro, enalteceu fato de o Bugre não ter sido derrotado pela principal rival na condição de visitante.

"Foi um jogo como um dérbi e como um clássico. Foi muita disputa, muito contato físico e muita marcação encaixada. Isso dificultou o nosso sistema ofensivo. Nós não conseguimos triangular. Nós não conseguimos entrar tocando, que é uma característica da nossa equipe, principalmente pelos jogadores que tínhamos à disposição na equipe. O jogo foi muito truncado, amarrado e de poucas oportunidades", analisou.

"Quando a gente não joga talvez da maneira como queríamos e como gostaríamos para tentar vencer, somamos mais um ponto. Fizemos quatro pontos contra o nosso grande adversário. Voltamos para casa em uma sequência positiva de resultados. Já são quatro jogos sem perder", emendou.

Firme na briga pelo acesso à divisão de elite, Daniel valorizou viés de alta do Guarani na Série B e a sequência considerável sem saber o que é tropeçar.

"A equipe vem em uma crescente novamente. Já são quatro jogos de invencibilidade e enfrentando adversários difíceis. Alcançamos a quinta posição e vamos continuar trabalhando agora em busca, nessas próximas rodadas, de quem sabe buscar as quatro primeiras posições. Isso vai ser para coroar um trabalho que vem sendo muito bem feito dentro do Guarani", projetou.

Justificativa

Daniel também explicou a aposta de Júnior Todinho entre os titulares do Guarani na vaga de Lucão do Break. A entrada do camisa 93, entretanto, não surtiu efeitos positivos ao Bugre dentro de campo no clássico campineiro.

"Nós treinamos a escalação do Todinho durante a semana toda. Após o jogo contra o CSA, até pela característica da equipe da Ponte Preta, nós já tínhamos a ideia de fazer a alteração para tentar dar mais movimentação e para tentar dar mais velocidade, mobilidade, principalmente em cima da última linha defensiva do adversário", revelou.

"Eu sempre espero uma grande atuação e sempre espero que a equipe possa produzir sempre muito dentro das partidas, no aspecto de construção de jogo ofensivo", adicionou.

Paulista também minimizou as reclamações efusivas de Régis ao ser substituído na reta final do segundo tempo.

O comandante garantiu que a revolta do meio-campista, principal protagonista na Série B, não teve relação com o fato de ter sido sacado do Dérbi 201.

"O Régis, em momento nenhum, saiu reclamando pela substituição. Ele saiu incomodado porque a equipe não conseguiu desenvolver o jogo que gostaríamos", assegurou.

"Houve também um desentendimento com torcedores que estavam em cima do banco. Em momento nenhum, porém, teve problema em relação a isso, nem com o Régis e nem com nenhum atleta, até porque todos sabem que o nosso intuito é sempre tentar buscar um algo novo", completou.

Daniel, por fim, justificou a saída de dois pilares no meio-campo do Guarani em um momento possível de buscar o gol da vitória.

"Eu acho que, quando você faz uma substituição, independentemente do momento da partida, sempre tenta um algo novo pela característica de cada atleta. Nesse caso específico de Régis e Rodrigo Andrade, eram quase 30 minutos ou em torno disso do segundo tempo, e nós entendemos que eles já estavam desgastados", arrematou.

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Lucas Rossafa/ Correio Popular