Sesc Piracicaba

Plebe Rude celebra 40 do álbum “O Concreto Já Rachou”

Plebe Rude traz para os palcos a energia rebelde e contestadora que ajudou a definir o cenário do rock brasileiro nos anos 1980

Da Redação
09/09/2025 às 07:27.
Atualizado em 09/09/2025 às 07:27
Formada por Philippe Seabra, André X, Clemente Nascimento  e Marcelo Capucci, banda ajudou a definir o cenário do rock brasileiro (Caru Leão)

Formada por Philippe Seabra, André X, Clemente Nascimento e Marcelo Capucci, banda ajudou a definir o cenário do rock brasileiro (Caru Leão)

O Sesc Piracicaba recebe nesta sexta-feira, 12, às 20h, a banda brasiliense Plebe Rude com o show comemorativo da turnê de 40 anos do álbum O Concreto Já Rachou. Um marco do punk rock nacional, o álbum tem músicas marcantes - como Proteção, Até Quando Esperar e Minha Renda - que serão executadas ao vivo, acompanhadas de outros grandes sucessos que marcaram a trajetória da banda. 

Formada por Philippe Seabra (guitarra e voz), André X (baixo), Clemente Nascimento (guitarra e voz) e Marcelo Capucci (bateria), a Plebe Rude traz para os palcos a energia rebelde e contestadora que ajudou a definir o cenário do rock brasileiro nos anos 1980. Clemente,  que também faz parte da banda Inocentes, se integrou de forma tão natural ao grupo, que parece estar na Plebe Rude desde o início. 

Lançado em 1986, o álbum que dá nome ao show - O Concreto Já Rachou -  conta com sete músicas e foi produzido por Herbert Vianna. O álbum também traz participações de Fernanda Abreu (em Sexo e Karatê), George Israel (saxofone) ,com apresentação de lançamento escrita por Renato Russo. Músicas como Até Quando Esperar, Minha Renda e Proteção continuam atuais e refletem a crítica social e política que sempre foi marca registrada da banda. 

A história da Plebe Rude se entrelaça com a efervescente cena do rock de Brasília dos anos 1980. Fundada em 7 de julho de 1981, durante os encontros da chamada Turma da Colina — grupo de jovens da Universidade de Brasília (UnB), apaixonados por música — a banda surgiu em plena Ditadura Militar, época em que a censura vetava apresentações e canções. 

Ainda em 1982, a banda chegou a ser detida ao lado da Legião Urbana após um festival de rock em Patos de Minas, devido ao conteúdo de suas letras. Mas foram liberados, pois os policiais acharam que os músicos por morarem em Brasília, podiam ser filhos de políticos. 

Além do clássico álbum de estreia, a Plebe Rude soma outros álbuns importantes em sua discografia, como Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987), Mais Raiva do que Medo (1993), R ao Contrário (2006), Nação Daltônica (2014) e os recentes Evolução – Vol. I (2019) e Vol. II (2023).  

Serviço: 

Banda Plebe Rude   
Dia 12, sexta, 20h. 
Ginásio. 16 anos    
Ingressoas- R$60,00 / R$30,00 / R$18,00    
Vendas disponíveis online e nas bilheterias 

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Gazeta de Piracicaba© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por