Publicado 07 de Novembro de 2020 - 8h03

Que Bolsonaro não seja gênio, não se duvida. Do que se duvida é da boa fé dos que o criticam. Ele, mesmo sem estocar vento, é, sim, dado a mancadas monumentais em suas declarações. Mas talvez seja esse seu trunfo. Por tão franco e manco, acaba por inspirar mais confiança do que gostariam seus adversos. Afinal quem tem saudades do Lula sabonete com aquela voz de ratazana atropelada? Prefiro o Bolsonaro descuidado trocando os pés pelas mãos do que a embromação dos comunistas no seu falso bom mocismo midiático esnobando abismal e nauseante pseudo intelectualidade.

Mas digo isso a caminho do discurso dele na ONU. Não que a tal ONU, sob controle da China e da Nova Ordem Mundial, mereça respeito. Claro que não merece. Aliás, eu, se Bolsonaro, ou Trump, fosse, nem iria lá. Mas eles foram e deram o recado. E que recado! No fundo, porém, não disseram novidade alguma. Que o vírus chinês, sem declaração de guerra, matou muito mais gente que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki juntas basta fazer um continha: um milhão é quatro vezes duzentos e cinquenta mil! A diferença é o preço da sacanagem, posto que nem essa nem outras faturas da agressividade chinesa se fecham para serem cobradas.

A mais recente são essas sementes nos correios. O que será isso? Se sou presidente ou explicam direitinho, ou rompo relações diplomáticas, expulso o embaixador e mando eles comprarem soja na Sibéria, ou quem sabe, na Cochinchina que deve ser grande produtor, já que os Estado Unidos, que são o segundo, não lhes vão vender um só grão. Do resto todos sabem: compras sabichonas de empresas estratégicas e títulos públicos de diversos países. Isso sem falar no dumping tecnológico, midiático, fundiário, viário e financeiro e muitos outros dumpings inventados pelo partido comunista chinês visando controlar o mundo do jeitinho que Stalin sonhou e não conseguiu com seu exército. O pulo do gato, porém, era o MERCADO que o burro do bigodudo desprezou e combateu. É a recolonização que nos bate à porta.

Pior é que tem governador de gravatinha achando uma gracinha. A Índia ficou sem reservas, mas comprou tudo de volta (mas a Índia tem seis mil anos de janela. Nós, poucos quinhentos de Gersons!) Então, penso que não exagero ao afirmar que Bolsonaro e Trump disseram o óbvio lá na ONU. Que o Brasil tem sido vítima da colonialista Europa, (agora apavorada com o nosso poder agrícola), é ululante obviedade, como diria Nelson Rodrigues. Que tem ONGS demais na Amazônia, então, é gritante. (Dá uma olhada nos resultados da operação VerdeBrasil2).

Que a França tem planos inconfessáveis está estampado na cara do Macron com sua faina antichama e antibolsonariana. Que, por isso mesmo, tanto a China como o pegajoso Jorge Soros são capazes de tudo não há quem duvide. Que qualquer ser humano como um mínimo de dignidade e inteligência deva ser avesso ao globalismo, à hipertrofia dos Estados e ao comunismo cerceador da dignidade humana não é coisa que se precise lembrar. Mas a grande surpresa no discurso do Bolsonaro foi apontar para o fétido e peludo rabo de Santanás como inimigo oculto número um da humanidade.

Foi o único líder da história a falar, naquele auditório, em cristianismo como patrimônio do Ocidente. Eis porque o discurso de Bolsonaro incomoda tanta gente que deveria ser boa. Satanás, o “inexistente”, tem muito mais adeptos do que se possa imaginar! Aliás, a maioria nem sabe que aderiu. Eu particularmente, por católico de carteirinha que sou, penso que a condição humana nunca foi tão bem explicitada de público: nem pelo santo Papa que parece ter vergonha do cristianismo em sua desastrosa simpatia pelo ecumenismo incondicional, pelo globalismo e pelo socialismo de púlpito da CNBB.

Mas que seria do ocidente sem Jesus Cristo? Alguém gostaria de voltar ao Império Romano e a seus absurdos? Que tal jantar com leões, só para variar? Alguém se simpatiza (particularmente mulheres) pela sharia islâmica? (façam-me o favor, mulheres!) Alguém, por acaso, quer renunciar à cultura ocidental e às suas conquistas morais, artísticas e intelectuais? Se quer, fique à vontade. Eu, se me dão licença, mesmo que careta, não entro nessa. Continuo reconhecendo uma alma dentro de mim e de cada ser humano e não penso que isso seja desprezível diante de um mirabolante plano jacobino de céu na terra que resolva materialmente todos os problemas da nossa precária condição existencial (kkk).

Também não renuncio à minha liberdade individual mesmo que os partidos comunistas, (socialistas), batam à minha porta pra vender mirabolantes enceradeiras ideológicas capazes de fazer brilhar as mais idiotas das proposições. (Aliás, se vão votar, cuidado com as siglas dos partidos, pois a quase totalidade é protocomunista). Tá bom, ou precisa mais? Se precisa, votem pensando num amiguinho que pediu voto, num empreguinho, ou vantagenzinha e depois expliquem aos netos e bisnetos.