
Professores também receberam orientações sobre medidas que devem ser adotadas em caso de acidente com escorpião (CCS)
Uma ação conjunta entre o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Núcleo de Educação em Urgências (NEU), do Samu, promoveu encontros com professores e pais de alunos da Escola Municipal Nathalio Zanotta Sabino, no distrito de Ibitiruna, com o objetivo de orientar sobre a prevenção de acidentes com animais peçonhentos, com foco inicial nos escorpiões, comuns em áreas rurais.
A iniciativa surgiu a partir de dúvidas apresentadas pela comunidade escolar sobre como agir em situações envolvendo acidentes com escorpiões, especialmente no ambiente escolar, onde muitas vezes os responsáveis pela criança não estão presentes no momento da ocorrência.
Diante da demanda, foi organizada uma força-tarefa para levar informações e orientações em dois momentos distintos: inicialmente aos professores e profissionais da unidade escolar e, posteriormente, aos pais e responsáveis pelos alunos.
“Essa ação mostra a importância da integração entre prevenção e assistência. Enquanto o CCZ trabalha as medidas para evitar a presença dos escorpiões e reduzir os riscos de acidentes, o NEU e o Samu orientam sobre a resposta rápida e adequada em caso de ocorrência, especialmente quando envolve crianças, que são o grupo mais vulnerável às formas graves do envenenamento”, aponta a coordenadora do CCZ, Aline Marangoni.
Durante os encontros, as equipes do CCZ apresentaram informações sobre os hábitos dos escorpiões, os fatores que favorecem sua proliferação e as principais medidas preventivas para reduzir o risco de acidentes. Já o NEU orientou sobre a conduta adequada diante de uma ocorrência e reforçou a importância do acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. As equipes destacaram que crianças de até 10 anos constituem o principal grupo de risco para evolução para casos graves e, por isso, o atendimento rápido é fundamental. Outra orientação importante é seguir atentamente as recomendações do médico regulador do Samu e evitar o transporte da vítima por conta própria antes do contato com a central de regulação. “Deslocamentos inadequados podem gerar desencontros e atrasos no atendimento, que exatamente o contrário do recomendado para situações como essa”, aponta Juliana Baldan, do NEU.
Para localidades mais distantes, especialmente em situações em que o deslocamento até uma unidade de referência possa ultrapassar 50 minutos entre ida e retorno, o Samu dispõe de protocolos específicos para o transporte e para o deslocamento do soro antiescorpiônico, quando houver indicação médica.