Eudécio Vitti, o Lóca, representava a comunidade trentino-tirolesa
Vereador Lóca (PPS) foi o 19º mais votado entre os 23 eleitos (Divulgação)
O vereador Eudécio Vergílio Vitti, 55 anos de idade, o Lóca (PPS), eleito com 1.751 votos em outubro deste ano em Piracicaba, morreu por volta das 10 horas da última segunda-feira (5), vítima de uma colisão frontal na rodovia que liga São Pedro a Charqueada (SP-191), na frente de um porto de areia. O carro que ele dirigia, um Nissan Grand Livina prata, com placas de Piracicaba, bateu de frente com um caminhão Mercedes Benz, de Botucatu (SP), que tracionava um semirreboque com placa do Paraná. Lóca trafegava no sentido São Pedro/Charqueada e teria invadido a pista contrária, pois, segundo apurou a Polícia, o caminhão foi atingido em sua faixa de rolamento. Com o impacto, o caminhão desceu uma ribanceira arrancando árvores. O tacógrafo só será retirado nesta terça-feira (6), porque, após o acidente, a fiação foi cortada para evitar incêndio. Quando os bombeiros chegaram, o motorista do caminhão, Adélio Nunes Limongia, 49 anos de idade, estava fora do veículo e queixava-se de dores nas costas. Lóca estava dentro do carro, com fraturas expostas nos braços e pernas e um corte no pescoço. Lóca foi imobilizado pelo sargento Ricardo e os bombeiros Isaías e Kalil e levado ao pronto socorro da Santa Casa de São Pedro, mas não resistiu. O local do acidente é de pista simples e reta, segundo a Polícia Militar Rodoviária. O velório está sendo realizado na sala "A" do Cemitério Parque da Ressurreição e o sepultamento será às 16 horas desta terça-feira no mesmo local. Ele deixa esposa e quatro filhos. Política Lóca tinha sido eleito pela primeira vez para o Legislativo Municipal. Foi por meio do mandato coletivo das comunidades trentino-tirolesas dos bairros Santana e Santa Olímpia, aos quais ele se candidatou. Os moradores desses bairros, que ficam na área rural do município, se uniram e escolheram entre três candidatos qual iria representá-los na Câmara de Vereadores. O deputado estadual Roberto Morais (PPS), partido ao qual Lóca era filiado, disse que perdeu não só um amigo, mas um irmão. Lamentou muito o fato de o vereador eleito não poder ser diplomado, porque apostava muito no mandato dele (ele seria diplomado no dia 15 e empossado no dia 1º). “Quando teve o plebiscito, o Lóca perguntou se podia participar. Concordei na hora. Ele venceu o plebiscito, foi eleito com 900 votos em Santana e mais de 800 em outras áreas da cidade e hoje (esta segunda-feira) vem a notícia dessa tragédia. Estou chocado", acrescentou o deputado. O vereador Paulo Camolesi (Rede), que iniciou o conceito do mandato coletivo como forma de ampliar a participação da população nas decisões do vereador, lamentou a morte de Lóca. "É uma perda irreparável para o processo democrático. Ele estava muito animado para assumir o cargo e fazer um mandato para representar, de verdade, o povo. Nós não somos donos do nosso destino, temos de confiar em Deus e que Ele e Nossa Senhora confortem a família", afirmou. O vereador Gilmar Rotta (PMDB) lamentou a perda do vereador eleito. “Estive com ele há poucos dias e falamos dos seus planos na Câmara. Ele estava muito motivado. É uma grande perda. Ele era uma pessoa querida em sua comunidade", afirmou. O prefeito Gabriel Ferrato (PSB), por meio do decreto 16.872, declarou luto oficial de três dias em sinal de pesar pelo falecimento do vereador. A sessão ordinária desta segunda-feira, na Câmara dos Vereadores, foi aberta protocolarmente e encerrada em seguida. A pauta foi transferida para a última sessão do ano, na próxima segunda-feira (12). O presidente Matheus Erler (PTB) lamentou a morte de Lóca. "É uma perda irreparável, que acontece mesmo antes que o vereador pudesse realizar seu sonho”. Lóca foi o 19º candidato mais votado entre os 23 eleitos. Quem irá assumir no lugar dele é Aldisa Vieira Marques, o Paraná.