As Exportações voltaram às médias mensais de 2011 e de 2012

José Basso disse que ainda há resistência em fazer investimento a longo prazo (Divulgação)
Quinta-feira, 1º de fevereiro de 2018 As Indústrias de Máquinas e Equipamentos da região preveem números melhores em 2018. Porém, mais do que crescimento, os números devem sinalizar retomada dos negócios, já que a alta ocorre em cima de números baixos, registrados a partir do ano de 2012, no chamado período pré-crise. A avaliação é da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). As vendas realizadas pela Indústria do setor cresceram 0,9% em dezembro do ano passado, quando comparadas ao mês anterior. O aumento das vendas para o mercado externo (+16,3%) impulsionaram os números. Os dados de 2017 foram apresentados em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (31), em São Paulo (SP), e acompanhada na Sede Regional de Piracicaba da Abimaq. “A Indústria na região deve seguir esse cenário, já que ainda há resistência em fazer investimentos a longo prazo”, disse José Antônio Basso, diretor-regional em Piracicaba. Entre janeiro e dezembro do ano passado, apesar da queda de 2,9%, houve redução gradativa das taxas de queda nas vendas. As Exportações voltaram às médias mensais de 2011 e de 2012. Em dezembro último, a receita registrada pelo setor no País foi de R$ 5,4 bilhões, ligeiramente abaixo do mesmo mês de 2016, mas ainda 45% inferior à média de dezembro no período pré-crise. “O consumo em 2018 e 2019 será um sinalizador de que estaremos prontos, ou não, para voltar a crescer com solidez”, disse o presidente do Conselho de Administração da Abimaq, João Carlos Marchesan. Outro dado positivo é que a queda nas receitas foi interrompida no 2º semestre de 2017, quando o setor registrou alta de 0,5% em relação a igual período de 2016. “O crescimento observado no final do ano deverá continuar ao longo de 2018”, afirmou Marchesan. O alerta inclui o comportamento do setor agrícola, um dos mais fortes na região. “As condições climáticas influenciarão os negócios no campo nos próximos meses, sinalizando como serão os investimentos futuros”, disse Basso. Na comparação 2016/2017, o faturamento de máquinas agrícolas subiu 7,2% - foi de R$ 12,6 bilhões para R$ 13,5 bilhões. Para Basso, as variações econômicas e climáticas tornam um risco contar apenas com a Agricultura para que a Indústria da região contribua com o PIB. O setor de Máquinas e Equipamentos espera crescer esse ano 3,6%, acima do 2,6% previstos para o PIB brasileiro como um todo. Presidente executivo da Associação, José Velloso espera que medidas como a queda nas taxas de juros e um câmbio mais competitivo sejam adotadas. Já o diretor de competitividade da Abimaq, Mário Bernardini, avalia que o cenário eleitoral influenciará a decisão de investimento na Indústria.