Mercado imobiliário

Vendas caíram 51,43% e as locações 30,52%

Levantamento feito pelo Creci-SP mostra que o mercado imobiliário em Piracicaba recuou em julho

Rogério Verzignasse
19/08/2025 às 06:40.
Atualizado em 19/08/2025 às 06:40
Piracicaba acompanha tendência regional e registra queda nas vendas e locações de imóveis, segundo levantamento do Creci-SP (Mateus Medeiros)

Piracicaba acompanha tendência regional e registra queda nas vendas e locações de imóveis, segundo levantamento do Creci-SP (Mateus Medeiros)

O mercado imobiliário da região de Piracicaba enfrentou, ao longo de julho, um momento de queda nos negócios. Tanto as vendas quanto as locações apresentaram retração significativa, segundo constatação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), em estudo comparativo com os resultados do mês anterior. As vendas apresentaram queda de 51,43%, e o volume de novos contratos de locação assinados no período teve queda de 30,52%.

A direção do conselho, no entanto, considera a variação negativa um fenômeno pontual, comum neste período do ano, e comemora o sucesso das transações desde o começo de 2025.

Foram consultadas, na última pesquisa, 84 imobiliárias das cidades de Águas de São Pedro, Analândia, Araras, Brotas, Capivari, Conchas, Cordeirópolis, Elias Fausto, Espírito Santo do Pinhal, Iracemápolis, Leme, Limeira, Pereiras, Piracicaba, Pirassununga, Porangaba, Rio Claro, Saltinho, Santo Antônio do Jardim, São Pedro e Vargem Grande do Sul.

Queda pontual
 

Apesar do desempenho modesto em julho, o setor avalia que 2025 está sendo muito melhor que 2024, tanto em vendas quanto em locações. Oscilações superiores a 50% em vários meses mostram que o mercado está sensível a fatores externos, como a variação dos juros, campanhas promocionais ou reflexos conjunturais.

Já o salto de +108% em junho, por exemplo, sugere um movimento atípico, possivelmente relacionado a demandas como mudanças escolares ou universitárias, contratações de empresas e grandes eventos em cada cidade no período.

“Há indícios de que a demanda oscila entre as duas modalidades conforme condições de financiamento, preço e disponibilidade. Junho é o exemplo mais claro: vendas caíram levemente enquanto a locação disparou”, comentou o presidente José Augusto Viana Neto.

Nas vendas de julho, as casas representaram 56% dos negócios, enquanto os apartamentos corresponderam a 44%. Nas locações, 71% eram casas e 29% apartamentos.

A média de valores das casas e apartamentos vendidos no período ficou entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. A maioria das casas era de dois dormitórios, com área útil entre 100 m² e 200 m². A maioria dos apartamentos também era de dois dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m².

Metade das propriedades vendidas em julho estava situada na periferia, 27,8% nas regiões centrais e 22,2% nas áreas nobres.

Com relação às modalidades de venda, 55,6% foram financiadas pela Caixa, 18,5% por outros bancos, 7,4% diretamente pelos proprietários, 11,1% dos negócios foram fechados à vista e 7,4% por consórcio.

As locações no mês

A faixa de preço de locação preferida pelos inquilinos de casas e apartamentos ficou em até R$ 1 mil. A maioria das casas era de dois dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m². A maioria dos apartamentos também era de dois dormitórios, com até 100 m² de área útil.

A principal garantia locatícia escolhida pelos locatários foi o seguro-fiança. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na periferia das cidades pesquisadas (69%), na região central (18%) e nas áreas nobres (13%).

Entre os que encerraram os contratos de locação, 63% não informaram a razão da mudança, e 37% mudaram para um aluguel mais barato.

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