SEXTO ANO

Tutti reverencia a cidade e o Village Arte

Com duas capas, a edição deste mês homenageia Piracicaba

José Ricardo Ferreira
ricardo.ferreira@gazetadepiracicaba.com.br
02/08/2017 às 09:56.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:59

A capa da revista Tutti deste mês (Divulgação)

Quarta-feira, 2 de agosto de 2017 Em sua edição número 29, neste sexto ano de vida, a revista Tutti Vida & Estilo homenageou os 250 anos de Piracicaba, comemorados nesta terça-feira (1º), com reportagem especial com o jornalista e escritor Cecílio Elias Netto, na página 42. Também tem a especial de Fotografia com os profissionais Alessandro Maschio, Bolly Vieira, Christiano Diehl Neto, Davi Negri e Pauléo, da página 32 a 37. A edição dessa Tutti tem duas capas, a que reverencia o aniversário da cidade e a da Village Arte Decor, que chega à sua segunda edição na cidade e que homenageia os 250 anos de Piracicaba. Ela está localizada na área conhecida como Vila Francesa, no bairro Vila Rezende, e se estenderá até o dia 17 de setembro. Essa coedição traz inúmeras reportagens sobre a arte da Decoração, da Arquitetura e outros assuntos correlatos. A partir desta quinta-feira (3), o evento estará aberto ao público à avenida Maria Elisa, 296. A edição teve uma tiragem de 10 mil exemplares. As reportagens também são de Cristiane Bonin. Cris Sanches é a editora-chefe e o diretor é Bruno Fernandes Chamochumbi. A equipe é da MBM Escritório de Ideias. “Essa edição é comemorativa e uma junção com a Village Arte Decor”, destacou Bruno. A reportagem feita pela jornalista Cristiane Sanches, com Cecílio, tem quatro páginas de um rico bate-papo onde ele descreve sua paixão pela “Noiva”, como se refere a Piracicaba. Afinal, são mais de 20 livros tendo a cidade como inspiração. Um dos mais famosos é o “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano - Arco, Tarco e Verva”. Em um dos trechos da entrevista, ele diz que “Piracicaba provoca um estado de encantamento”, certamente provocado pelo rio que “cria essa mística”. De fato, a foto de Diehl Neto na capa reproduz de forma artística o que representa o rio para a cidade. Nela um homem confecciona artesanalmente uma rede de pesca. Ainda na entrevista, Cecílio descreve o saudosismo, já que tem na memória momentos muito especiais da Noiva da Colina. “As pessoas do mundo todo estão voltando às suas raízes. Eu vejo esse movimento de retorno às raízes em Piracicaba. E o mais curioso é que observo também que as pessoas de fora chegam e encontram a identidade delas também aqui. Quem não é daqui se sente mais acolhido, porque o piracicabano já se acostumou com o que há aqui. Leve alguém de fora para ver o salto. É um assombro, as pessoas se encantam”, afirma o escritor. Apaixonado por Piracicaba, Cecílio diz que quando passa pela Rua do Porto “se emociona”. Cecílio nasceu em Piracicaba 1940. Para ele, o termo caipira para os piracicabanos tem uma denominação carinhosa e solidária. “Ele pode cultuar até mesmo uma pedra. É a alma caipira que, na verdade, é uma alma universal”, afirmou.

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