BATIDO O MARTELO

'Tribunal do Crime': mais dois foram condenados

Até o momento, oito dos 16 acusados foram julgados

Ana Cristina Andrade
26/04/2018 às 09:31.
Atualizado em 18/04/2022 às 23:38

Quinta-feira, 26 de abril de 2018 Mais dois homens envolvidos com a morte de Luis Matheus Freire de Oliveira, planejada por integrantes de um “Tribunal do Crime” e executada por 16 homens, em fevereiro de 2015. Com eles, sobe para oito o número de envolvidos julgados neste assassinato, motivado, segundo a Polícia, por ciúmes. Entre os dois que foram condenados, na última terça-feira (24), a 18 e 21 anos de cadeia, respectivamente, está o “pivô” de toda a confusão. A informação foi divulgada, oficialmente, nesta quarta-feira (25). Ele foi namorado de uma jovem e ouviu, de conhecidos, que Freire queria “ficar” com ela. Segundo o promotor de Justiça, Aluisio Antonio Maciel Neto, esses dois participaram dos “debates” e também das agressões que terminaram com a morte da vítima. “Além disso, eles também participaram da ocultação do cadáver. Também foi descoberto que logo após a morte do rapaz, esses dois estavam entre os que discutiram se o corpo seria queimado ou apenas escondido”, destacou o promotor. Na época, em consenso, os envolvidos no crime brutal decidiram ocultar o corpo em um canavial, usando o carro de um dos que foi condenado. “As duas condenações, assim como as três condenações de fevereiro, são importantes a fim de quebrar a estratégia da organização criminosa de imputar o fato apenas a um dos integrantes e, com isso, proporcionar a impunidade dos demais”, destacou Maciel Neto. “O crime foi cometido com extrema crueldade por mais de uma dezena de acusados, a revelar a necessidade de que todos sejam punidos”, acrescentou. De acordo com o promotor, não há espaço para tolerância aos Tribunais do Crime realizados por facção criminosa. “O Tribunal do Júri de Piracicaba tem demonstrado que, aqui, a lei está acima de qualquer pessoa e de qualquer poder paralelo que queira se impor pela brutalidade e covardia”, completou. Até o momento O primeiro júri popular sobre este caso foi realizado em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, teve mais um e, na última terça-feira, o terceiro.

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