Crime aconteceu no início de 2015 e teve grande repercussão à época
Terça-feira, 21 de novembro de 2017 Três das 16 pessoas acusadas de participar do assassinato de Luis Matheus Freires de Oliveira, no início do ano de 2015, irão a júri nesta terça-feira (21), no Fórum de Piracicaba. O julgamento foi dividido devido ao elevado número de réus. Foi um crime de grande repercussão à época. A vítima, segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, fora morta por causa de ciúmes, uma vez que se envolveu com a ex-namorada de um integrante de uma facção criminosa. Matheus teria sido vítima do "tribunal do crime" - um colegiado composto por integrantes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Os acusados, que estão todos presos, respondem por homicídio triplamente qualificado. O assassinato aconteceu em uma chácara da Estância Água Bonita e o corpo foi localizado às 15h30 do dia 11 de fevereiro, há dois anos, por uma pessoa bem próxima da vítima. Como essa pessoa havia registrado ocorrência do desaparecimento dele, cinco dias antes da localização do corpo, no dia 11 daquele mês, recebeu um telefonema via celular, de número restrito. Do outro lado da linha, uma voz masculina informara: "tem um corpo na Estância Água Bonita". Não disse mais nada. Como havia procurado Matheus por diversos canaviais da cidade, esse familiar foi ao local indicado. Ao chegar à entrada de um canavial, ela se deparou com marcas de pneus de carro e sentiu um mau cheiro. Viu o corpo logo ali, mas como o rosto estava coberto com um pano, chamou a Polícia. Era o corpo da vítima. Defesa O advogado de um dos réus, que está preso em Capela do Alto (SP), o criminalista Rodrigo Corrêa Godoy, disse que seu cliente, embora estivesse participando da festa na chácara, naquele dia, e tenha presenciado a discussão e a briga, era amigo de Matheus e tentou impedir que ele fosse morto. "Meu cliente não teve participação nenhuma neste crime", declarou. A Gazeta tentou contato, via WhatsApp, com o advogado de outro réu, mas ele não respondeu. O julgamento não tem hora para terminar. Segurança O juiz de Direito, Luiz Antonio Cunha, titular da Vara do Júri e Execuções Criminais, declarou que júris com este número de réus sempre necessita de um preparo que envolve funcionários, Polícia e vigias. Ele não deu detalhes de como será a segurança no local. Os julgamentos costumam ser abertos para qualquer pessoa da sociedade assistir, desde que seja maior de idade. Não é permitido entrar vestindo bermuda, ou camisetas regatas, e os celulares devem permanecer desligados.