PREVENÇÃO EM FOCO

Teste para HIV tem resultado em 20 minutos

A ONG Casvi iniciou nova etapa do Projeto 'Quero Saber'

José Ricardo Ferreira
02/12/2016 às 11:21.
Atualizado em 28/04/2022 às 04:14
Coordenador Anselmo Figueiredo e integrantes da ONG fazem trenamento para a coleta (Antonio Trivelin )

Coordenador Anselmo Figueiredo e integrantes da ONG fazem trenamento para a coleta (Antonio Trivelin )

Sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 A data desta quinta-feira (1º), que foi o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, foi também de comemoração na ONG Casvi em Piracicaba, pois houve o início da nova etapa do Projeto 'Quero Saber', que consiste nos testes rápidos para HIV por meio de coleta de fluido oral. A ONG foi novamente beneficiada pelo Ministério da Saúde (MS) para o desenvolvimento desse teste em Piracicaba e região. Somente ela e mais outras quatro instituições do Estado de São Paulo tiveram o convênio aprovado após edital público. Na verdade, o teste oral já é feito mensalmente na ONG. O que ocorre é uma nova etapa do 'Quero Saber' que mais uma vez tem a chancela do MS. Nesta quinta-feira (1º), houve trabalhos de simulação. O teste, cujo resultado sai entre 10 e 20 minutos, é realizado todas as segundas-feiras no Casvi, que está situado na rua Bernardino de Campos, 401, Bairro Alto. O teste acontece das 14 horas às 21 horas, em sistema de plantão. De terça a sexta-feira, a ONG funciona das 9 horas às 17 horas, mas nesses dias é preciso agendar o teste com antecedência pelo telefone (19) 3302-5906. O coordenador geral do Casvi é o jornalista Anselmo Figueiredo, que lembrou que o foco da ONG é a prevenção sempre. Luzia Silva, secretária da ONG, disse que o teste de coleta de fluido oral atua ainda de forma itinerante. A ONG faz 100 testes para detectar HIV por mês. Uma vez detectado, o portador do vírus é convidado a participar dos programas públicos de tratamento médico. O MS orienta que não se torne público o número de infectados descobertos por esse teste, segundo a ONG. O público que vai à ONG fazer o teste é muito heterogênio, de acordo Luzia. “São todos os tipos de pessoas que o fazem”, disse. Em seu entendimento, há sim conscientização quanto à Aids, diferente do que se propaga. Porém, a homofobia ainda é flagrante na sociedade. Dessa forma, diz ela, muitas vezes o homossexual deixa o uso de preservativos para segundo plano, o que é um risco iminente para adquirir doenças sexualmente transmissíveis. Anselmo lembrou que o fato de o MS continuar no projeto do Casvi é também porque a ONG dá atenção especial a um público específico, no caso o LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). O Casvi, que significa Centro de Apoio e Solidariedade à Vida, busca também as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids e também estimula a reflexão sobre a falsa impressão de que a Aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos estamos vulneráveis.  Casvi tem mais três projetos A ONG Casvi ainda mantém mais três projetos: o 'Vivendo a Diversidade', o 'Esquina da Noite' e o 'Nós da Prevenção'. Basicamente, o primeiro é de visitas às escolas para capacitar professores, o segundo busca os profissionais do sexo, também incentivando a prevenção e o encaminhamento médico caso alguém precise e, o terceiro, procura formar jovens multiplicadores da prevenção nas escolas. “Estou muito feliz com essa nova etapa do projeto de testes rápidos com a aprovação do Ministério da Saúde, pois isso significa que nosso trabalho é sério”, disse o coordenador da ONG, Anselmo Figueiredo. Uma vez detectado o HIV, a ONG se oferece a acompanhá-la durante todo tratamento.

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