DIA INTERNACIONAL

Síndrome de Down: encontro discutiu desafio da inclusão

Reduzir preconceitos e apresentar os avanços alcançados são as metas

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
22/03/2018 às 10:28.
Atualizado em 19/04/2022 às 01:13

Quinta-feira, 22 de março de 2018 A Lei Brasileira de Inclusão e a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência foram discutidas em evento promovido pelo Espaço Pipa, pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira (21). O encontro reuniu familiares e profissionais que atuam com pessoas com deficiência, principalmente a intelectual, na Câmara de Vereadores. O maior desafio dessas pessoas é a inclusão, um dos direitos previstos na legislação, e um dos temas apresentados por Daniel Nascimento, mestre em Educação pela Unicamp e supervisor institucional do Espaço Pipa. A entidade atende 83 pessoas com Síndrome de Down e suas famílias e promove, nessa semana, diversas atividades para fomentar o conhecimento na população sobre o que é a Síndrome de Down (ocorrência genética natural que ocorre pela triplicação do cromossomo 21) para reduzir preconceitos, promover ações de inclusão e apresentar os avanços alcançados e os desafios que ainda precisam ser superados, como a falta de um Banco de Dados que indique quantas pessoas com Síndrome de Down há no município, o que dificulta definir ações de políticas públicas para essas pessoas. No Brasil estima-se que haja mais de 200 mil pessoas com Síndrome de Down. Em Piracicaba, não há dados. No ano passado, o Espaço Pipa atendeu 13 bebês que nasceram com a síndrome no município. Mas a Vigilância Epidemiológica recebeu notificação de três, informou Euclidia Fioravante, coordenadora do Espaço Pipa. “Há uma sub-notificação e isso é um problema nacional, não ocorre apenas no município. No entanto, já estamos buscando formas de evitar que isso continue ocorrendo. Temos uma boa parceria com as maternidades, que nos chamam, porque temos o projeto de apoio às famílias, principalmente às mães de crianças que nascem com a Síndrome. Nosso objetivo é que a notificação dos nascidos vivos com Síndrome de Down possa ser estimulada pelo Programa Municipal de Saúde da Criança”, afirmou. Essa proposta deverá ser discutida em uma reunião entre a entidade, o prefeito Barjas Negri (PSDB) e o coordenador do Programa, o médico Rogério Tuon, que foi agendada para esta quinta-feira (22), conforme Euclidia. “Temos confiança de que vamos superar a questão da sub-notificação”, disse. Educação Segundo Euclidia, há a necessidade de formar uma rede que envolva a criança com deficiência intelectual, sua família, a escola, empresas que ofereçam emprego, entidades e outros órgãos, que, de forma integrada, terão condição de aplicar os conceitos da legislação para atender de forma plena e promova de maneira efetiva a inclusão da pessoa com deficiência intelectual nas escolas, no trabalho, na sociedade. “Temos no Brasil 57 universitários com Síndrome de Down. Em Piracicaba, temos um jovem no Ensino Médio. Isso mostra que eles são capazes de aprender, cada um no seu tempo, como cada uma das pessoas que não tem deficiência. Mas não devem ser colocadas barreiras para o aprendizado deles. O que falta é o apoio de todos nessa causa e por isso essa rede precisa ser fortalecida, porque cada um, sozinho, não conseguirá promover a inclusão de fato”, afirmou

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