Imunização

Santa Casa: queda vacinal preocupa saúde

Baixa cobertura abre espaço para retorno de doenças evitáveis

Da Redação
24/04/2026 às 07:18.
Atualizado em 24/04/2026 às 07:18
Marcelo Bandini destaca que a verificação da carteira vacinal integra o acompanhamento contínuo (Divulgação)

Marcelo Bandini destaca que a verificação da carteira vacinal integra o acompanhamento contínuo (Divulgação)

A vacinação permanece como uma das estratégias mais eficazes da saúde pública para prevenir doenças, reduzir internações e salvar vidas. Durante a Semana Mundial da Imunização, celebrada entre 24 e 30 de abril, a Santa Casa de Piracicaba reforça a importância de manter a carteira vacinal atualizada em todas as fases da vida, da infância à terceira idade.

A proteção começa cedo. As primeiras vacinas são aplicadas ainda nas primeiras horas de vida, como a BCG e a vacina contra hepatite B, fundamentais para proteger o recém-nascido contra doenças graves. A partir daí, o calendário vacinal segue ao longo da vida, com doses e reforços em cada fase.

Nas últimas décadas, as vacinas reduziram significativamente a circulação de doenças infecciosas e evitaram complicações graves. Hoje, protegem contra mais de 30 doenças, como sarampo, poliomielite, coqueluche, hepatites e meningites.

Esse avanço começou no século XVIII, com a primeira vacina desenvolvida pelo médico inglês Edward Jenner, em 1796, e evoluiu de forma contínua, especialmente durante a pandemia de Covid-19.

A Covid-19 representou um dos maiores desafios sanitários recentes e evidenciou a importância da vacinação em escala global. Em tempo recorde, novas tecnologias foram desenvolvidas, reduzindo casos graves, internações e mortes. Entre os avanços, destacam-se as vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que ampliaram a capacidade de resposta da ciência.

Passado o período mais crítico, um novo desafio se impõe: a redução das coberturas vacinais. No Brasil, vacinas do calendário infantil, como a tríplice viral, caíram de mais de 95% para cerca de 70% a 75%. Situação semelhante ocorreu com a poliomielite, cuja cobertura ficou abaixo da meta de 95%, com índices entre 70% e 80%.

Na prática assistencial, o cenário acende alerta. Segundo o pediatra Marcelo Bandini, da Santa Casa de Piracicaba, a adesão à vacinação é determinante para evitar o retorno de doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche.
“A redução da cobertura vacinal permite que doenças antes controladas voltem a circular. A vacinação é segura, eficaz e essencial para a proteção da população”, afirma.

Além da proteção individual, a vacinação reduz a circulação de vírus e bactérias e protege grupos vulneráveis, como bebês, idosos e pacientes imunossuprimidos.

Como hospital de referência em média e alta complexidade, a Santa Casa de Piracicaba atua na assistência e na orientação preventiva, reforçando a importância do acompanhamento médico e da atualização do calendário vacinal.

O combate à desinformação também é essencial. A confiança nas vacinas, construída ao longo de décadas e reforçada durante a pandemia, foi responsável por avanços históricos, como a erradicação da varíola, e segue fundamental para a proteção da população.

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