Acolhimento à articulação

Santa Casa faz mais de 2 mil atendimentos sociais por mês

No Dia do Assistente Social, hospital destaca atuação de profissionais que acompanham pacientes, orientam famílias e articulam encaminhamentos para a rede pública

Da Redação
15/05/2026 às 08:41.
Atualizado em 15/05/2026 às 08:41
Parte da equipe de assistência social que atua no complexo hospitalar da Santa Casa de Piracicaba (Divulgação)

Parte da equipe de assistência social que atua no complexo hospitalar da Santa Casa de Piracicaba (Divulgação)

O cuidado em saúde não termina no diagnóstico, no procedimento médico ou na alta hospitalar. Em casos de maior complexidade, a continuidade do tratamento também depende das condições sociais do paciente, do apoio familiar e do acesso à rede pública de saúde e assistência.

Essa é uma das frentes de atuação do Serviço Social, profissão lembrada nesta sexta-feira (15), Dia do Assistente Social. Na Santa Casa de Piracicaba, as assistentes sociais integram a equipe multiprofissional do hospital e realizam mais de 2 mil atendimentos por mês.

O trabalho envolve acolhimento de pacientes e familiares, orientação social, apoio em situações de vulnerabilidade, participação na transição de cuidados, acompanhamento de familiares em cuidados paliativos e encaminhamentos para serviços públicos de saúde, assistência e proteção social.

A equipe é formada pelas assistentes sociais Alayde Cristine Mendes Teixeira, Gerusa de Melo Correa, Andréia Luciene Rodrigues, Carina Vieira do Amaral, Elisabete Regina Theodoro Costa e Karina Peruch Bottini. As profissionais atuam em setores como Cecan, Caixa Beneficente, Hospital, Saúde Inteligente e Unidade de Nefrologia.

“Trabalhamos com o paciente e suas famílias e integramos a equipe multiprofissional do hospital, que inclui enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, médicos e nutricionistas”, explicam as profissionais.

Segundo a Santa Casa, a atuação do Serviço Social ultrapassa os limites da instituição. As profissionais mantêm contato com órgãos municipais, estaduais e federais e articulam encaminhamentos para a rede de assistência social, saúde e proteção, de acordo com as necessidades identificadas em cada caso.

Nas UTIs, o Serviço Social também atua no acolhimento aos familiares e contribui para que pacientes e parentes compreendam melhor o processo de tratamento, especialmente em momentos de maior fragilidade.

“Quando a pessoa é hospitalizada, torna-se visível a vulnerabilidade que acomete todos os que passam por essa situação. É um momento de fragilidade e ansiedade devido à enfermidade, que atinge também seus familiares. E é neste ponto que o atendimento humanizado e a atuação da assistência social fazem toda a diferença”, destaca a equipe.

Em 2026, a data também marca os 90 anos do Serviço Social no Brasil. A campanha nacional do Conjunto CFESS-CRESS tem como mote “Com direitos, democracia e unidade na diversidade, a gente faz o nosso Brasil”. O tema foi aprovado no 52º Encontro Nacional, realizado em Campo Grande, em 2025.

O Brasil conta atualmente com mais de 120 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). A área está presente em setores como saúde, educação, habitação, prefeituras, Ministério Público, hospitais, empresas privadas e organizações da sociedade civil.

Na Santa Casa de Piracicaba, o trabalho se traduz em presença diária junto aos pacientes, escuta qualificada, mediação de conflitos e articulação entre a realidade social das famílias e o plano de cuidado definido pela equipe hospitalar.

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