No Dia do Assistente Social, hospital destaca atuação de profissionais que acompanham pacientes, orientam famílias e articulam encaminhamentos para a rede pública

Parte da equipe de assistência social que atua no complexo hospitalar da Santa Casa de Piracicaba (Divulgação)
O cuidado em saúde não termina no diagnóstico, no procedimento médico ou na alta hospitalar. Em casos de maior complexidade, a continuidade do tratamento também depende das condições sociais do paciente, do apoio familiar e do acesso à rede pública de saúde e assistência.
Essa é uma das frentes de atuação do Serviço Social, profissão lembrada nesta sexta-feira (15), Dia do Assistente Social. Na Santa Casa de Piracicaba, as assistentes sociais integram a equipe multiprofissional do hospital e realizam mais de 2 mil atendimentos por mês.
O trabalho envolve acolhimento de pacientes e familiares, orientação social, apoio em situações de vulnerabilidade, participação na transição de cuidados, acompanhamento de familiares em cuidados paliativos e encaminhamentos para serviços públicos de saúde, assistência e proteção social.
A equipe é formada pelas assistentes sociais Alayde Cristine Mendes Teixeira, Gerusa de Melo Correa, Andréia Luciene Rodrigues, Carina Vieira do Amaral, Elisabete Regina Theodoro Costa e Karina Peruch Bottini. As profissionais atuam em setores como Cecan, Caixa Beneficente, Hospital, Saúde Inteligente e Unidade de Nefrologia.
“Trabalhamos com o paciente e suas famílias e integramos a equipe multiprofissional do hospital, que inclui enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, médicos e nutricionistas”, explicam as profissionais.
Segundo a Santa Casa, a atuação do Serviço Social ultrapassa os limites da instituição. As profissionais mantêm contato com órgãos municipais, estaduais e federais e articulam encaminhamentos para a rede de assistência social, saúde e proteção, de acordo com as necessidades identificadas em cada caso.
Nas UTIs, o Serviço Social também atua no acolhimento aos familiares e contribui para que pacientes e parentes compreendam melhor o processo de tratamento, especialmente em momentos de maior fragilidade.
“Quando a pessoa é hospitalizada, torna-se visível a vulnerabilidade que acomete todos os que passam por essa situação. É um momento de fragilidade e ansiedade devido à enfermidade, que atinge também seus familiares. E é neste ponto que o atendimento humanizado e a atuação da assistência social fazem toda a diferença”, destaca a equipe.
Em 2026, a data também marca os 90 anos do Serviço Social no Brasil. A campanha nacional do Conjunto CFESS-CRESS tem como mote “Com direitos, democracia e unidade na diversidade, a gente faz o nosso Brasil”. O tema foi aprovado no 52º Encontro Nacional, realizado em Campo Grande, em 2025.
O Brasil conta atualmente com mais de 120 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). A área está presente em setores como saúde, educação, habitação, prefeituras, Ministério Público, hospitais, empresas privadas e organizações da sociedade civil.
Na Santa Casa de Piracicaba, o trabalho se traduz em presença diária junto aos pacientes, escuta qualificada, mediação de conflitos e articulação entre a realidade social das famílias e o plano de cuidado definido pela equipe hospitalar.