Congresso será realizado nesta quarta-feira (9), em Atibaia (SP)
Quarta-feira, 9 de maio de 2018 Depois de superar os 66 trabalhos apresentados por Hospitais de todo o Estado de São Paulo e ter o case “Alta Responsável”, classificado em primeiro lugar durante o 1º Fórum SUStentável realizado recentemente pela FEHOSP (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), a Santa Casa de Piracicaba foi convidada a compartilhar a proposta, nesta quarta-feira (9), em Atibaia (SP), durante o 27º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo. O case garantiu à Instituição o troféu “Somos SUStentáveis”, concedido em decorrência das ações empreendidas para aprimorar o processo de Qualificação da Assistência e Segurança do Paciente. Segundo o provedor, João Orlando Pavão, e a administradora, Vanda Petean, que acompanham a equipe Santa Casa durante o evento, 67 trabalhos foram apresentados para divulgar os resultados alcançados por Unidades que conseguiram aprimorar o atendimento à população, por meio do Programa 'Santas Casas SUStentáveis', implantado em julho de 2014 pelo governo do Estado, com o apoio da FEHOSP. Ele revelou que, para escolha dos melhores trabalhos, apresentados ao secretário de estado da Saúde, David Uip, a FEHOSP estabeleceu três eixos de avaliação: o primeiro manteve o foco na 'SUStentabilidade', por meio de iniciativas que resultaram em economia financeira; o segundo, priorizou a Qualificação da Gestão para melhoria de processos e gestão operacional; e o terceiro, focou na Qualificação da Assistência e Segurança do Paciente, para disseminação de boas práticas de qualidade assistencial. “Vencemos com o case Alta Responsável, que se enquadra no processo de Qualificação da Assistência e Segurança do Paciente”, disseram as enfermeiras, autoras do case, Milena Pessoa e Denise Lautenschlaeger, gestora de Cuidado da Instituição. Segundo elas, este foi o eixo mais complexo, pois define junto à rede básica de saúde e ao próprio paciente quando e onde ele deve ir após a alta hospitalar para continuidade da assistência de forma a evitar o agravamento do seu quadro clínico e possíveis reinternações. Elas explicaram que, para isso, o processo exigiu a redefinição de papéis e a criação de estratégias de aproximação entre os atores que compõem a rede de Cuidado. “Estreitar laços, conhecer os espaços de atuação dos diferentes segmentos da Rede de Atenção Básica do município e melhorar a qualidade de informação oferecida ao paciente, têm sido fundamental ao ato de cuidar”, disseram. Continuidade do cuidado após a alta “Através da análise de indicadores internos, evidenciamos um número alto de reinternações do paciente, identificamos fragilidades no processo de referência e contra-referência e percebemos a necessidade de maior compreensão da importância deste tema por parte dos profissionais envolvidos”, explicaram as enfermeiras Denise Lautenschlaeger e Milena Pessoa, autoras do case que conquistou um dos três prêmios conferidos pela Fehosp durante o 1º Fórum SUStentáveis. Elas revelaram que o pilar da nova dinâmica de atuação foi a instituição da Comissão Interna de Alta Responsável (CIAR), composta por áreas estratégicas do hospital para o desenvolvimento de protocolos, rotinas e fluxos conforme as variáveis envolvidas na alta hospitalar; participação em espaços coletivos de discussão e construção de políticas e ações ligadas à Saúde no município. Segundo elas, o realinhamento dos processos superou a ausência de comunicação entre os diferentes níveis e atores que compõem a rede de cuidado, composta por Unidades Básicas de Saúde e hospitais da região, permitindo a construção do processo de alta hospitalar com a garantia de continuidade dos cuidados mínimos para integralidade da assistência com o envolvimento do paciente e de sua família na elaboração dos planos de alta multiprofissional e ações de Educação em Saúde.