A Rússia anunciou nesta terça-feira (13) 244 mortes provocadas pela covid-19 em 24 horas, um recorde desde o início da pandemia no país, que enfrenta a segunda onda da doença
A Rússia anunciou nesta terça-feira (13) 244 mortes provocadas pela covid-19 em 24 horas, um recorde desde o início da pandemia no país, que enfrenta a segunda onda da doença.
Além disso, o país registrou pelo terceiro dia consecutivo mais de 13.000 novos contágios.
No total, desde março foram detectados 1,32 milhão de infecções e 22.966 mortes no país.
As autoridades russas continuam insistindo, no entanto, que a taxa de mortalidade é menor que a registrada nos países da Europa ocidental, Estados Unidos ou Brasil, onde o número de mortes diárias chegou a superar mil nos piores momentos da pandemia.
Mas, de acordo com alguns cientistas, o número de vítimas fatais na Rússia pode ser muito maior, pois Moscou apenas contabiliza os casos nos quais a covid-19 é a principal causa de morte.
O recorde anterior era de 232 óbitos em 24 horas, em 29 de maio, durante o confinamento.
Apesar do aumento dos números, as autoridades russas afirmam controlar a situação e desejam evitar novas medidas de confinamento.
Para reduzir a curva da doença, a Rússia confia na eficácia da primeira vacina no mundo contra o coronavírus, chamada Sputnik-V, e que atualmente está sendo testada em 40.000 voluntários.
Muitos cientistas internacionais, no entanto, questionam o tratamento, já que as pesquisas russas não foram publicadas e sua eficácia foi anunciada após testes de alcance escasso, em apenas dezenas de pessoas.
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