NO COMANDO

Reitor fala da crise e de novos projetos

Fábio Josgrilberg comentou sobre a reestruturação da Unimep

Marcelo Rocha
igpaulista@rac.com.br
23/02/2018 às 09:46.
Atualizado em 19/04/2022 às 00:38

Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018 O reitor interino da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Fábio Botelho Josgrilberg, conduziu, na noite desta quinta-feira (22), uma palestra reservada a membros da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi). Durante o encontro realizado na sede da entidade, o dirigente acadêmico falou sobre a gestão da crise da universidade, os novos projetos educacionais, o planejamento para 2018 e para os próximos anos. “Hoje, na cidade e na região, há muita dúvida sobre o futuro da Unimep, muitos boatos diversos e estapafúrdios, mas a gente continua com o nosso projeto educacional. Fomos obrigados a passar por um momento de reestruturação em 2017, mas em 2018 a meta é fazer um trabalho de planejamento de médio e longo prazo”, declarou o reitor pro tempore da universidade, que possui cerca de oito mil alunos e 590 funcionários (incluindo 350 docentes). Josgrilberg listou um pacote de ações que serão implementadas nos próximos meses. “Teremos o lançamento dos cursos de Odontologia e de Medicina Veterinária, queremos ter o processo seletivo em 2019. Além disso, tivemos a autorização pelo Conselho Nacional de Educação para a oferta de cursos de Educação a Distância (EAD), de graduação e de especialização lato sensu, que devem ser oferecidos a partir de agosto. E já no primeiro semestre de 2019, teremos o primeiro curso de graduação EAD, que será o de Gestão de Pessoas”, observou. Além do expansão da grade educacional, a Unimep vai implantar um programa de inovação e empreendedorismo, para alunos e para a comunidade externa. “A ideia é ampliar, na Unimep Taquaral, a ideia da Incubadora e Aceleradora de ‘startups’ que já existe no campus de Santa Bárbara d’Oeste (SP). Com workshops e seminários, a intenção é dinamizar e difundir a cultura da inovação e do empreendedorismo em todos os cursos da universidade”. Outra novidade será o programa de Educação Executiva, a ser implementado a partir de agosto, e que terá à frente o professor Carlos Alberto Zem, coordenador geral dos cursos de pós-graduação lato sensu da universidade. “A Unimep tem um tradição na oferta de cursos pós-graduação latus senso, tanto os MBA, quanto os cursos de especialização e nas mais diversas áreas como Direito, Gestão de Negócios, Saúde, Educação e Engenharias. No caso deste programa, a Gestão de Negócios é o grande foco. Resolvemos aproveitar o que esses cursos têm de vivência e experiência e contextualizar num programa diferenciado”, explicou. O programa vai utilizar tecnologias de aprendizagem ativas, disse o reitor. A começar pelo espaço físico, modernas salas desenvolvidas pela Empresa 'Steelcase' (especialista em Design e Arquitetura) que serão locais educativos, mas, também, funcionais e harmoniosos. “A ideia é que sejam espaços de aprendizado, colaboração e convivência. Esse é o princípio dessas sala. O espaço também propicia uma nova experiência educacional”, comentou. “Serão salas diferentes do formato tradicional, ou seja, com o professor na frente e os alunos sentados à sua frente, enfileirados. Entendemos que o espaço físico tem uma relevância muito grande para estimular o método colaborativo, a discussão de solução inovadoras”. Questionado sobre a crise da Unimep, o reitor observou que elas “são cíclicas” e destacou que a atual “teve primeiro momento de reestruturação, no segundo semestre de 2017, mas que, agora, o trabalho que está sendo feito com a comunidade interna é de construção, de planejamento”. “Mas ainda temos alguns ajustes de processos internos. Ainda vamos ter que lidar com tomada de decisões do ano passado, por exemplo, as demissões (de 60 professores) que estão sendo questionadas pelo sindicato. Já demos a entrada na cassação da liminar da Justiça. Mas, independente desse encaminhamento, vamos batalhar por essa reestruturação”. O processo de recuperação da Unimep vai levar de dois anos a três anos para se consolidar, calculou Josgrilberg. Tanto a mantenedora quanto a comunidade interna, ele disse, têm os mesmos objetivos: Educação de qualidade, com compromisso social e desenvolvimento regional, que sirva de referência. “A Igreja Metodista não saberia fazer Educação se não fosse assim. Só que estes momentos de ajustes, que são cíclicos, eles acontecem, especialmente num cenário econômico que vivemos no Brasil. Mas o legado construído pela Igreja Metodista juntamente com a população piracicabana, desde o final do século 19, esse é um mérito que ninguém tira. O que se põe em jogo no meio de uma crise é a capacidade de honrar esse legado daqui para frente. Por isso foi preciso fazer esse ajuste”.  

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