Com isso, ela perdeu todos os benefícios; faltava pouco tempo para sair
O local onde a reeducanda foi localizada (Divulgação)
Uma reeducanda que cumpria pena no regime semiaberto no CR (Centro de Ressocialização) "Carlos Sidnes Cantarelli", sofreu fratura nos dois calcanhares ao pular o muro de uma escola. Ela, que era monitorada por tornozeleira eletrônica, foi presa pelos guardas-civis Luciane e Mello em um prédio abandonado, à rua Gomes Carneiro, na região do bairro Cidade Alta, dormindo em uma cabana. A acusada, que agora perdeu todos os benefícios, uma vez que faltava pouco tempo para ganhar a liberdade, está internada em uma unidade que atende 24 horas, de Piracicaba, escoltada por agentes penitenciários, aguardando vaga para cirurgia em um hospital da cidade. Segundo apurou a Guarda Civil, cerca de 15 reeducandas se preparavam para o encerramento do curso de pintura, trabalho que costuma implicar em um dia de remissão na pena, a cada três dias trabalhados. De repente, não se sabe por qual motivo, a acusada pulou o muro e caiu sofrendo a fratura. Uma moto surgiu para prestar-lhe socorro, ela foi colocada na garupa e foi fugiu. A direção do CR começou a buscar a localização da tornezeleira, até que mostrou que estava na área do prédio. Os guardas foram lá e deram voz de prisão à mulher, a qual foi transportada numa UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros. Providências A SAP (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária) confirmou, por meio de nota, que a reeducanda deverá perder o direito ao regime semiaberto e destacou que, este ato isolado de uma presa não tira o brilho do programa que obteve ótimos resultados. “Observamos ainda que a permanência do preso, nesse regime, se caracteriza muito mais pelo senso de autodisciplina e auto responsabilidade, que propriamente por mecanismos de contenção contra evasão”, encerrou a assessoria.