Em outubro, 266 postos de trabalho foram fechados em Piracicaba

Segundo dados do Caged, o Comércio foi o que mais demitiu, menos 734 vagas (Del Rodrigues)
Quarta-feira, 30 de novembro de 2016 Sem expectativas de melhoras ainda em 2016 e um 2017 de incertezas. Este é o cenário traçado pelo coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Francisco Constantino Crocomo, após analisar os dados de empregos divulgados nesta terça-feira (29), pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em outubro, 266 postos de trabalho foram fechados em Piracicaba, saldo entre 3.055 admissões e 3.321 desligamentos. No mesmo período do ano passado, o índice da cidade foi de menos 445 postos. O setor de Serviços foi o que apresentou pior desempenho no período: foram menos 144 empregos formais - 1.028 contratações e 1.172 demissões. A Agropecuária e a Construção Civil também apresentaram resultados negativos de 129 e 112 vagas, respectivamente. "A agropecuária sente o fim dos contratos sazonais da safra da cana-de-açúcar. Já a construção civil está parada. Não existem mais incentivos como do programa 'Minha Casa, Minha Vida', por exemplo. Apesar de algumas obras estarem em andamento em Piracicaba, o segmento sente os reflexos da falta de investimentos e de incertezas. Outro ponto que deve ser ressaltado é que na Construção Civil, muitos atuam como informais", explica Crocomo. No ano, são menos 1.859 trabalhadores com carteira assinada - foram 35.273 admissões e 37.132 desligamentos. O comércio foi o que mais demitiu, menos 724 vagas. Entre janeiro e outubro de 2015, o saldo era negativo em 2.863 postos de trabalho. O destaque era para o mau desempenho da Indústria de Transformação, com menos 2.837 vagas. "Até fevereiro do ano que vem, devemos ter o segmento do Comércio positivo, já que há contratações temporárias de fim de ano. Mas infelizmente, vamos fechar o ano de 2016 no vermelho. E, quando comparamos com outras cidades do Brasil, Piracicaba ainda tem um cenário melhor", diz o economista, que acrescenta: "Os índices são menores quando comparado ao ano anterior porque as empresas já demitiram muito. Agora, os desligamentos estão sendo feitos em último caso, quando não há mais nenhuma alternativa. Os empreendimentos já atuam com equipes enxutas". Ainda de acordo com Crocomo, a expectativa para o próximo ano é que a turbulência passe. "Só assim o Brasil deve atrair os investimentos necessários para uma inversão do cenário", finaliza.