O Governo de São Paulo lançou o Protocolo Não se Cale vai à Escola, que amplia para a rede estadual ações de prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres e meninas, com formação de profissionais, palestras e conteúdos educativos

Secretária Adriana Liporoni faz o gesto do Não Se Cale durante lançamento do programa de prevenção (Governo de SP/Divulgação)
O Governo de São Paulo lançou nesta segunda-feira (15) o programa Não se Cale vai à Escola, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas no ambiente escolar. A proposta amplia para a rede estadual os princípios do protocolo já adotado em bares, restaurantes e grandes eventos.
“Estamos fortalecendo a rede de proteção às mulheres e meninas com mais um canal de escuta, acolhimento e orientação. Essa parceria entre secretarias amplia a capacidade do Estado de identificar situações de violência e agir de forma rápida e coordenada. É um trabalho que já apresenta resultados concretos e que agora chega também ao ambiente escolar”, afirmou o governador.
Com duração de 24 meses, o projeto prevê formação de profissionais da educação, palestras presenciais com delegadas e especialistas, além do aprimoramento da plataforma Conviva-SP, que passará a registrar e monitorar ocorrências relacionadas à violência contra mulheres e meninas.
A formação será oferecida na modalidade EAD e abordará temas como violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, identificação de sinais de violência, escuta qualificada, fluxos institucionais e encaminhamento para a rede de proteção. Professores, gestores escolares e equipes pedagógicas poderão atuar como multiplicadores em suas unidades.
Além disso, policiais civis especializados no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), conduzirão palestras presenciais em períodos de mobilização e conscientização.
“A escola é um dos espaços mais importantes para a construção de uma cultura de respeito e não violência. Com o Não se Cale vai à Escola, vamos preparar profissionais da educação para reconhecer sinais, acolher com responsabilidade e encaminhar situações de violência para a rede de proteção. É uma ação que une prevenção, formação e cuidado, colocando o Estado mais perto de mulheres e meninas”, disse a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a informação e a conscientização são ferramentas fundamentais para salvar vidas. “Combater a violência contra mulheres e crianças também passa pela prevenção. Ao levar o Protocolo Não se Cale para as escolas, estamos fortalecendo a capacidade de identificar sinais de abuso, acolher vítimas e interromper ciclos de violência antes que eles resultem em consequências ainda mais graves”, afirma.
Para os estudantes, especialmente do Ensino Médio, serão disponibilizados conteúdos educativos sobre prevenção da violência de gênero, cultura do respeito, direitos das mulheres e canais de denúncia. “Os números da violência contra a mulher reforçam a necessidade de atuação de toda a sociedade e a escola é um espaço muito importante para promover conscientização, prevenir comportamentos violentos e orientar estudantes sobre respeito, cidadania e direitos. O Protocolo Não se Cale vai à Escola fortalece nossa capacidade de acolhimento e encaminhamento, além de ampliar a rede de proteção às meninas e mulheres. Não podemos naturalizar a violência. Precisamos enfrentá-la com informação, educação e ação”, disse o secretário de Educação, Renato Feder.
O protocolo também prevê o compartilhamento bimestral de informações entre as secretarias envolvidas e relatórios anuais com indicadores de alcance e impacto das ações.