NESTA SEGUNDA-FEIRA

Pouco movimento no primeiro dia do Hospital Regional

Houve o comparecimento dos pacientes que estavam agendados

Marcelo Rocha
20/03/2018 às 09:23.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:21

Terça-feira, 20 de março de 2018 Em seu primeiro dia oficial de funcionamento, o Hospital Regional de Piracicaba “Doutora Zilda Arns” registrou um pequeno movimento de pacientes, basicamente pessoas que tinham consultas oftalmológicas previamente agendadas, informou a direção da nova unidade médica. Cerca de 35 funcionários, entre médicos, enfermeiros e técnicos, trabalharam no atendimento à população nesta segunda-feira (19). “Hoje (nesta segunda-feira), o dia foi de ambulatório de Oftalmologia/Retina. Foi tudo calmo. Houve o comparecimento dos pacientes que estavam agendados”, declarou a diretora-executiva do Hospital, Gisela Onuchic. A reportagem da Gazeta foi ao Hospital Regional na tarde desta segunda-feira, mas não conseguiu entrevistar nenhum paciente. O Hospital “acabou de ligar as turbinas, por isso o movimento foi pequeno”, disse um funcionário terceirizado que não quis se identificar.  No primeiro dia de atendimento, uma meia dúzia de pessoas se dirigiu ao Hospital Regional, na tentativa frustrada de marcar uma consulta, contou um dos porteiros. Vale lembrar que os pacientes que ali serão atendidos são aqueles encaminhados por outros hospitais ou pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). “Não há pronto-socorro ou pronto-atendimento previsto no plano construído regionalmente para este Hospital. Ele atende pacientes referenciados da rede de Saúde, num serviço complementar aos outros já existentes na cidade”, explicou a diretora-executiva, que salienta que “a ativação do Hospital será sequencial e num aumento sucessivo até o mês de julho”. O Hospital O tão aguardado Hospital Regional foi inaugurado na última sexta-feira (16), em solenidade que contou com as presenças do prefeito Barjas Negri (PSDB), do secretário de Estado da Saúde, David, Uip, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), entre outras autoridades regionais. O projeto - que havia sido apresentado à população piracicabana em 2009 - foi licitado em agosto de 2010, e as obras foram iniciadas em 10 de setembro daquele ano. Em novembro do ano passado, o governo do Estado de São Paulo celebrou convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), instituição que se tornou responsável pela gestão do Hospital Regional. O custo total do empreendimento público foi de R$ 109,3 milhões - sendo R$ 77,3 milhões aportados pela municipalidade e R$ 32 milhões pelo Estado. Em sua plenitude, o Hospital Regional terá 138 leitos e empregará 900 pessoas. Inicialmente, a unidade vai oferecer atendimento ambulatorial nas áreas de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Segundo o Estado, até o final deste ano o Hospital ainda terá outras 12 especialidades (médicas e não médicas): Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Clínica médica, Ortopedia/Traumatologia, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Terapia Ocupacional. Neste ano, devem ser realizadas 18,6 mil consultas ambulatoriais; 11,8 mil exames; duas mil internações; 1,3 mil cirurgias ambulatoriais; e 270 atendimentos de urgência.

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