Fornecimento na unidade de Saúde apresenta irregularidades, afirmam
Farmácia de Alto Custo está à rua Visconde do Rio Branco, no Bairro Alto (Del Rodrigues)
Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 Usuários da Farmácia de Alto Custo, localizada no Bairro Alto de Piracicaba, reclamam que há problemas no fornecimento de medicamentos na unidade de Saúde. Eles relatam a falta de remédios para asma e Doença de Alzheimer. A aposentada Natalina Bonilha, 68 anos de idade, observa que já foi duas vezes à Farmácia de Alto Custo do município e que não encontrou o medicamento Seretide (bombinha para asma). Segundo a munícipe, ela foi à unidade no dia 13 de dezembro do ano passado. Na ocasião, foi informada que o medicamento estava em falta e, em seguida, foi orientada a retornar no dia 16 de janeiro. Na última terça-feira (16), a aposentada retornou à unidade e, novamente, o remédio estava em falta. Então, mais uma vez foi orientada a retornar ao local no dia 30 de janeiro. “Isso é um descaso, um absurdo. Além de perder duas viagens, já precisei desembolsar R$ 132,00 para comprar o remédio”, declara. Outra usuária da Farmácia de Alto Custo, que pede o anonimato, relata que foi buscar o medicamento para o tratamento da Doença de Alzheimer para o pai e que o mesmo estava em falta. Segundo a munícipe, a atendente da unidade teria dito que ela "deveria procurar o médico para ele reduzir a potência do medicamento, de 10 miligramas para cinco miligramas". Em nota, a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (da Secretaria de Saúde do Estado) esclarece que o medicamento Donepezila é adquirido e distribuído aos Estados pelo Ministério da Saúde, que entregou a São Paulo apenas a dosagem de 5mg, que está disponível na farmácia e pode ser retirada mediante troca da receita. “Por isso, com a finalidade de garantir a continuidade da assistência, os pacientes têm sido orientados a verificar com seus médicos a possibilidade de readequação (das receitas) para não interromper o tratamento”. “O medicamento Seretide (Salmeterol + Fluticasona), utilizado pela Sra. Natalina Bonilha, está em fase de aquisição e será cobrada celeridade na entrega do fornecedor. Ela será comunicada tão logo haja disponibilidade para retirada”, acrescenta a coordenadoria. O comunicado salienta que para atender os pacientes cadastrados no programa de Medicamentos Especializados (Alto Custo) em todo o Estado, “a pasta estadual realiza planejamento periódico dos estoques, com base no consumo e mais uma margem de segurança para garantir que a unidade tenha estoque até que seja abastecida pela próxima compra”. “Mas, alguns fatores, alheios ao planejamento da pasta, podem ocasionar desabastecimentos temporários, como aumento inesperado de demanda (acima da margem prevista), atraso por parte do fornecedor, logística de distribuição do Ministério da Saúde, pregões ‘vazios’ (quando nenhuma empresa oferta o medicamento) ou pregões ‘fracassados’ (quando as empresas estabelecem preços acima da média de mercado, o que inviabiliza legalmente a aquisição)”.