NO PIRACICAMIRIM

Piracicabanos criticam superlotação em UPA

Alguns usuários do pronto-socorro se queixaram da demora

Marcelo Rocha
24/10/2017 às 09:20.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:47

Terça-feira, 24 de outubro de 2017 Usuários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Piracicamirim reclamaram que, nesta segunda-feira (23), a unidade de Saúde estava superlotada e com muita demora no atendimento. A vendedora Márcia Perin, 42 anos de idade, conta que deu entrada às 11h15, com dor no peito, e que até as 14 horas ainda não havia sido atendida. “Quando cheguei aqui, já estava lotado o pronto-socorro, só vou ser atendida agora”, disse, pouco depois das 14 horas. O pedreiro Juarez Vieira de Souza, 48 anos de idade, paciente que tem câncer na boca, chegou às 8h30 e só foi atendido no início da tarde, segundo relato do amigo e acompanhante Jorge Luis Manfioletti, 55 anos de idade. “Ele vai ficar internado para ver se consegue uma vaga no hospital. O estado dele é grave, e o mais revoltante é que ele já liberado do hospital onde estava internado”, critica. A jovem Ana Júlia Bertaia, 16 anos de idade, diz que chegou ao pronto-socorro por volta das 10 horas, com muitas dores abdominais. Gritava de dor e vomitou algumas vezes antes de ser finalmente atendida, perto das 13 horas e ser diagnosticada com intoxicação alimentar. “Ela só foi atendida porque eu gritei, esperneei e dei um show lá dentro”, afirma Márcia Perin. A mãe da garota, Leila Regina da Cruz, 47 anos de idade, diz que “essa situação não é de hoje”. “É uma situação precária, tem muita gente lá dentro esperando para ser atendida. Isso é uma falta de amor e de respeito ao ser humano”, desabafa. Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde informa que “nas segundas-feiras a demanda pelos serviços da UPA do bairro Piracicamirim costuma aumentar, o que leva a uma demora maior para o atendimento de casos não urgentes. No entanto, os casos de urgência e emergência mantiveram-se dentro da normalidade. Foi o que ocorreu no período da manhã de hoje (nesta segunda-feira), em que os casos não urgentes tiveram de esperar por até 2h30. No período da tarde, até o momento, o atendimento voltou ao normal”, diz a nota enviada pela assessoria da pasta.

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