Em 2011, por exemplo, Piracicaba foi a 1ª do Estado e a 3ª do País

Prédio do Centro Cívico, sede da Prefeitura de Piracicaba (Antonio Trivelin)
Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2017, com base nos dados de 2016, apontou que Piracicaba ocupa a 47ª posição no Estado de São Paulo e o 445º lugar no País, entre as cidades com boa gestão dos recursos públicos. A média da cidade foi 0,6248 e revela uma queda, ano a ano, do posicionamento no ranking, entre os 4.544 municípios avaliados, desde 2011, quando Piracicaba foi a 1ª do Estado e a 3ª do País com a melhor gestão fiscal. O índice foi criado em 2006. Naquele período, Piracicaba já obteve uma boa colocação estadual (9ª) e nacional (31ª), com média 0,8217 e nas avaliações seguintes foi crescendo, até obter o melhor resultado em 2011, classificada como excelente gestão fiscal. Em 2012, no Estado, foi a 11ª e, no País, a 33ª (média 0,8341). Em 2013 ocupou a 21ª colocação estadual e a 76ª nacional (0,7456). No ano de 2014, Piracicaba era a 32ª do Estado e a 163ª do Brasil (0,7156) e, em 2015, que tiveram os dados divulgados no ano passado, a cidade estava no 31º lugar no Estado e em 215º no Brasil. Um dos fatores que levaram à queda do ranking foi a análise dos investimentos, que diminuíram em praticamente todas as cidades, conforme a Firjan. "O ajuste das contas públicas é o grande desafio fiscal do Brasil, atingindo todas as esferas de governo. O ano de 2016 foi o ano em que mais Prefeituras apresentaram gestão fiscal difícil ou crítica, desde o início da série histórica (2006). Diante desse cenário, o ajuste fiscal das Prefeituras é feito com a redução de investimentos", informa a análise da Federação, no estudo. Ainda de acordo com a Firjan, mesmo com as eleições de 2016, quando geralmente os municípios fazem mais investimentos, chegando a 20% a mais, ele foi inferior ao de 2015. De acordo com Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, o problema que atinge os municípios é estrutural e está ligado aos elevados gastos com despesas rígidas, notadamente pagamento de pessoal: "As receitas das prefeituras estão no mesmo patamar de 2013. Por outro lado, as despesas não estão se adequando a essa realidade e continuam crescendo", informou. Em Piracicaba, o gasto com pessoal recebeu classificação B (boa gestão) e teve média 0,7292. No item receita própria, a média foi 0,9238, com reconhecimento A (gestão de excelência). O custo da dívida, também A, teve média 0,8644. A liquidez ficou com C (gestão com dificuldade) e média 0,5353. O pior resultado foi o de investimentos, com conceito D (gestão crítica) e média 0,2043 . A Prefeitura disse que não iria se pronunciar sobre os índices, porque eles foram divulgados no último dia 10 e ainda estão sendo analisados. Região Segundo o IFGF, São Pedro é a 2ª melhor cidade do Estado e a 4ª do País, com média 0,8565. Na região: Limeira teve média 0,5057 (192ª do Estado, 1.748ª do País); Águas de São Pedro 0,7324 (12ª do Estado e 68ª do País); Iracemápolis 0,4748 (49ª do Estado e 2.152ª do País); Charqueada 0,3070 (536ª do Estado e 4.003ª do País); Santa Bárbara D'Oeste 0,4303 (363ª do Estado e 2.843ª do País); Americana 0,3549 (486ª do Estado e 3.723ª do País) e Rio Claro 0,3819 (449ª do Estado e a 3.453ª do País).