RECURSOS PÚBLICOS

Piracicaba é a 47ª do Estado com boa gestão

Em 2011, por exemplo, Piracicaba foi a 1ª do Estado e a 3ª do País

Adriana Ferezim
13/08/2017 às 00:29.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:59
Prédio do Centro Cívico, sede da Prefeitura de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Prédio do Centro Cívico, sede da Prefeitura de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2017, com base nos dados de 2016, apontou que Piracicaba ocupa a 47ª posição no Estado de São Paulo e o 445º lugar no País, entre as cidades com boa gestão dos recursos públicos. A média da cidade foi 0,6248 e revela uma queda, ano a ano, do posicionamento no ranking, entre os 4.544 municípios avaliados, desde 2011, quando Piracicaba foi a 1ª do Estado e a 3ª do País com a melhor gestão fiscal. O índice foi criado em 2006. Naquele período, Piracicaba já obteve uma boa colocação estadual (9ª) e nacional (31ª), com média 0,8217 e nas avaliações seguintes foi crescendo, até obter o melhor resultado em 2011, classificada como excelente gestão fiscal. Em 2012, no Estado, foi a 11ª e, no País, a 33ª (média 0,8341). Em 2013 ocupou a 21ª colocação estadual e a 76ª nacional (0,7456). No ano de 2014, Piracicaba era a 32ª do Estado e a 163ª do Brasil (0,7156) e, em 2015, que tiveram os dados divulgados no ano passado, a cidade estava no 31º lugar no Estado e em 215º no Brasil. Um dos fatores que levaram à queda do ranking foi a análise dos investimentos, que diminuíram em praticamente todas as cidades, conforme a Firjan. "O ajuste das contas públicas é o grande desafio fiscal do Brasil, atingindo todas as esferas de governo. O ano de 2016 foi o ano em que mais Prefeituras apresentaram gestão fiscal difícil ou crítica, desde o início da série histórica (2006). Diante desse cenário, o ajuste fiscal das Prefeituras é feito com a redução de investimentos", informa a análise da Federação, no estudo. Ainda de acordo com a Firjan, mesmo com as eleições de 2016, quando geralmente os municípios fazem mais investimentos, chegando a 20% a mais, ele foi inferior ao de 2015. De acordo com Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, o problema que atinge os municípios é estrutural e está ligado aos elevados gastos com despesas rígidas, notadamente pagamento de pessoal: "As receitas das prefeituras estão no mesmo patamar de 2013. Por outro lado, as despesas não estão se adequando a essa realidade e continuam crescendo", informou. Em Piracicaba, o gasto com pessoal recebeu classificação B (boa gestão) e teve média 0,7292. No item receita própria, a média foi 0,9238, com reconhecimento A (gestão de excelência). O custo da dívida, também A, teve média 0,8644. A liquidez ficou com C (gestão com dificuldade) e média 0,5353. O pior resultado foi o de investimentos, com conceito D (gestão crítica) e média 0,2043 . A Prefeitura disse que não iria se pronunciar sobre os índices, porque eles foram divulgados no último dia 10 e ainda estão sendo analisados. Região Segundo o IFGF, São Pedro é a 2ª melhor cidade do Estado e a 4ª do País, com média 0,8565. Na região: Limeira teve média 0,5057 (192ª do Estado, 1.748ª do País); Águas de São Pedro 0,7324 (12ª do Estado e 68ª do País); Iracemápolis 0,4748 (49ª do Estado e 2.152ª do País); Charqueada 0,3070 (536ª do Estado e 4.003ª do País); Santa Bárbara D'Oeste 0,4303 (363ª do Estado e 2.843ª do País); Americana 0,3549 (486ª do Estado e 3.723ª do País) e Rio Claro 0,3819 (449ª do Estado e a 3.453ª do País).

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