Cidade perdeu uma posição entre as 100 maiores do Brasil

O índice de perdas de água na distribuição ainda é alto (Antonio Trivelin)
Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 A cidade perdeu uma posição no Ranking de Saneamento de 2017 - referente ao ano de 2015 - divulgado nesta segunda-feira (20), pelo Instituto Trata Brasil. Piracicaba que, em 2016 estava na 15ª posição, com base em dados de 2014, agora está na 16ª, entre os 100 maiores municípios do País. A pesquisa indica que Piracicaba é a sétima melhor do Estado de São Paulo, no ranking. No período analisado, a cidade registrou aumento na tarifa média de água de R$ 1,89 por metro cúbico, em 2014, para R$ 2,28, em 2015. A primeira colocada no ranking, nestas duas últimas edições, é a cidade de Franca (SP), que passou o valor da tarifa média de água de R$ 2,05, para R$ 2,34, por metro cúbico, entre as análises do ranking de 2016 e 2017 referentes a 2014 e 2015, respectivamente. O índice de perdas de água na distribuição ainda é alto em Piracicaba e permaneceu o mesmo patamar nos dois rankings: 51,81%. Mais da metade da água tratada é perdida na distribuição, que indica uma perda no faturamento da ordem de 50,69%, em 2015, segundo o estudo elaborado pelo Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, com os dados de 2015 publicados pelo Ministério das Cidades, no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O Indicador de Perdas na Distribuição (IPD) do ranking mostra que, do volume de água potável produzido, quanto foi efetivamente consumido pela população. Os dados indicaram que 81 cidades reportaram uma perda na distribuição igual ou superior à 30%, sendo 38 cidades com perdas acima de 45%. Os extremos de perdas máxima e mínima corresponderam, respectivamente à Macapá, no Amapá (69,14%) e Limeira, em São Paulo (15,94%). Piracicaba tem planos para reduzir a menos de 25% as perdas até 2018. Foi aprovado, em 2016, dois projetos e financiamento da ordem de R$ 11,5 milhões para o combate às perdas na distribuição, que fazem parte do Plano Diretor de Combate às Perdas elaborado pelo Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), entre 2013 e 2014. As obras já foram licitadas. Os recursos de R$ 8,9 milhões são oriundos da cobrança pelo uso da água dos rios de domínio da União, como o Piracicaba, chamada Cobrança Federal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e R$ 2,6 milhões serão investidos pelo Semae, como contrapartida. Esgoto O instituto avaliou ainda outros itens do saneamento e Piracicaba está na sétima colocação no País entre as cidades que mais contam com serviços de coleta de esgoto. O índice no município apurado na pesquisa de 2017, foi de 99,95% e tratamento de 100% do esgoto coletado em relação à água distribuída, que chega a 99,97%. Segundo o estudo, faltavam, em 2015, 4.202 ligações de água para a cidade atingir a universalização do atendimento à população. No País, ainda há 34 milhões de pessoas sem acesso à água tratada. Com relação ao esgoto, foram feitas na cidade as 4.092 ligações novas que faltavam para a universalização da coleta. De acordo com o ranking, o pior indicador de cobertura entre as maiores cidades é o tratamento de esgoto. Apenas 21% das dessas cidades tratam mais de 80% de seus esgotos, 58% tratam entre 20,1% e 79,9% e 21 cidades tratam menos de 20%. Apenas seis cidades reportaram tratar 100%: Campina Grande (PB), Jundiaí e Limeira (SP), Niterói (RJ), Piracicaba e São José do Rio Preto (SP). “Com relação aos esgotos, somente em 2015 conseguimos vencer a barreira de ter mais da metade da população com coleta de esgotos (50,3%), mas apenas 42% dos esgotos do País são tratados”, informa o estudo.