Em Piracicaba, foram 150 casos em 2015; 95 em 2016 e 141 em 2017
Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018 A utilização de pipas próximas à rede elétrica foi responsável por 1.054 casos de falta de energia na região de Piracicaba, entre 2015 e 2017. Segundo dados da CPFL Paulista, distribuidora de energia do grupo que atua nas cidades da região, o número de ocorrências relacionadas a pipas teve um aumento de 18,6% de 2016 para 2017, passando de 300 para 356 casos no período. Em Piracicaba, foram 150 ocorrências em 2015; 95 em 2016 e 141 em 2017, um aumento de 36,6%. As estatísticas apuradas pela área operacional das distribuidoras do Grupo também mostram que Hortolândia (SP) e Piracicaba lideram o ranking de ocorrências na região, com 406 (38,5% do total) e 386 (36,6% do total) desligamentos nos últimos três anos, respectivamente. A interrupção do fornecimento de energia elétrica por conta das pipas pode ocorrer por diversas formas. Além do risco de rompimento dos cabos pelas linhas que usam cerol ou a conhecida “chilena”, as pipas ficam enroscadas nas redes elétricas podendo provocar desgastes nos fios, e levar a curtos-circuitos em dias úmidos. A utilização inadequada de pipas em áreas urbanas é um tema de extrema seriedade que traz riscos de graves consequências. Um exemplo disto foi o trágico falecimento de Gilmar Machado da Silva, em Capivari, atingido por um cabo de energia que acabou sendo cortado, rompeu e caiu, devido à tentativa de terceiros de retirar uma pipa da rede elétrica. A CPFL Energia recomenda que pais e responsáveis acompanhem e instruam crianças e adolescentes no uso do brinquedo. Os acidentes elétricos causados pelas pipas poderiam ser evitados se fossem adotados alguns cuidados simples, como escolher locais longe da fiação elétrica – campos abertos e parques com áreas planas –, longe do entorno de rodovias ou de avenidas de intenso movimento. A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação também pode provocar desligamentos no fornecimento de energia e causar acidentes com vítimas. Se acontecer de a pipa ficar presa em um fio, a melhor atitude é dá-la como perdida. O uso de cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da "linha chilena" é considerado crime penal capitulado nos artigos 129, 132 e 278 do Código Penal Brasileiro, além do artigo 37 da Lei das Contravenções Penais. Além disso, sua formulação pode conter limalha de ferro, substância que provoca curtos-circuitos e choques. Esses tipos de linha também são um risco para ciclistas, motociclistas e a população em geral. Entre as dicas da CPFL Energia, estão: empinar pipas longe de rede elétrica, em locais livres onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular. Isso evita acidentes e interferências na qualidade desses serviços; evitar a utilização de "rabiolas", pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais; não utilizar linhas metálicas; cuidado com ciclistas e motociclistas, pois as linhas não podem ser vistas e linhas de cerol ou reforçadas podem causar graves acidentes.