Um empresário de Paulínia (SP) recorreu ao Ministério Público Federal para mudar o pedágio que fica localizado no quilômetro 135 da rodovia Zeferino Vaz, próximo à Refinaria de Paulínia (Replan). No documento enviado à autoridade federal, o denunciante diz que a instalação das cabines de cobrança automática no local colocam em risco a integridade física dos motoristas e passageiros. “Se um dia acontecer um acidente (na Refinaria) em longa escala, ninguém vai conseguir evacuar ou fugir a tempo por causa deste pedágio que vai parar tudo. Até hoje não entendi o porquê da construção deste pedágio ao lado dessas empresas petrolíferas”, comentou o empresário, Joaquim Martins. O homem afirma ainda que, no dia 18 de outubro, o acidente que envolveu um vazamento de gás na Replan, provocou interdições nas duas pistas da rodovia. Segundo ele, o trânsito chegou a ficar parado por cerca de 50 minutos. “Neste período, houve congestionamento de dois quilômetros no sentido Mogi Guaçu e outros dois quilômetros na pista sentido Campinas. Sempre na refinaria está acontecendo alguns sustos e pequenos acidentes. Esse pedágio da rodovia Professor Zeferino Vaz está botando em perigo os trabalhadores da refinaria”, explicou. Rota das Bandeiras Em resposta ao questionamento do empresário, a concessionária Rota das Bandeiras emitiu uma nota oficial para a reportagem do Correio informando que a praça de pedágio está funcionando desde 2010, de acordo com as definições do Contrato de Concessão do Corredor Dom Pedro, que determina, inclusive, o local onde a praça deve estar instalada. A Rota das Bandeiras informou também que possui um plano de atendimento a emergência e, que ele, inclusive, seria uma exigência estabelecida no Contrato de Concessão. “Esse plano estabelece os procedimentos para a evacuação e a liberação da praça de pedágio, diante de qualquer ocorrência extraordinária. Vale ressaltar que o plano de atendimentos a emergência da concessionária está alinhado ao plano de ação mútua da Prefeitura de Paulínia, que envolve o trabalho de diferentes órgãos no atendimento a ocorrências excepcionais no município”, diz um trecho da nota. Já a Replan, através de uma nota da Petrobras, disse que não comentaria o assunto sobre o risco de um acidente na refinaria causar um estrangulamento no trânsito.