Patrulha Maria da Penha atendeu ocorrência no dia 11; prisão foi ratificada pela autoridade policial
Corte no pescoço da vítima, resultado das agressões relatad (GCM de Piracicaba)
Na noite de segunda-feira, dia11, a Patrulha Maria da Penha, da GCM, viatura 57, foi acionada pela Central para atender uma ocorrência grave na cidade. A equipe deslocou-se até a UPA, onde uma mulher, de 28 anos, deu entrada com um corte suspeito no pescoço, acompanhada por um homem, de 38 anos. Segundo os médicos, o homem respondia às perguntas, sem permitir que a vítima relatasse o ocorrido.
Separados pela equipe, a mulher contou que, na noite anterior, esteve em uma conveniência de posto de gasolina com o companheiro, com quem mantém relacionamento há cerca de um ano, ocasião em que ambos ingeriram bebida alcoólica. Afirmou não se lembrar de parte dos acontecimentos, mas, ao retomar a consciência, estava sozinha, sem seus pertences, em uma lanchonete. Foi ajudada por uma mulher desconhecida, que a levou até a casa do homem, no bairro Planalto.
Ao chegar, foi rejeitada pela mãe do suspeito e, em seguida, recebida de forma agressiva pelo companheiro. A vítima relatou ter sido empurrada, segurada com força nos braços e agredida com um facão, que atingiu seus glúteos e provocou um corte em seu pescoço. O homem teria interrompido a agressão ao ver o sangue, improvisando um curativo com uma camiseta e pedindo que ela dissesse que o ferimento havia sido causado por linha de cerol, alegando que não poderia ser preso novamente. Em janeiro deste ano, a patrulha conduziu esse mesmo autor e sua companheira, enquadrado na Lei Maria da Penha.
Questionado, o suspeito negou as agressões e apresentou versões desconexas. Diante da situação, recebeu voz de prisão em flagrante, com a detenção ratificada pela autoridade policial nos termos do artigo 129 do Código Penal, no contexto da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). O homem permanece à disposição da Justiça.