Sindicato, Secretaria e empresários fecharam acordo para mais um ano

Secretária Ângela, sindicalistas e educadores se reuniram na última segunda-feira (Divulgação)
Quarta-feira, 1º de fevereiro de 2017 A Secretaria Municipal de Educação e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba (Sinticompi) acertaram, na última segunda-feira (30), detalhes para a renovação da parceria que oferece a alfabetização de trabalhadores destes segmentos. 'O projeto Construção do Saber' já está na quarta edição. Da reunião participaram a secretária municipal da Educação, Ângela Maria Cassavia Corrêa; o presidente da Associação das Construtoras de Piracicaba (Ascopi), Ricardo Kraide; o presidente do Sinticompi, Milton Costa; o diretor da entidade, Edson Batista dos Santos, e educadores. Por meio da parceria, a Prefeitura fornece ao professor e ao Sindicato, o espaço para a realização das aulas. Os empresários, por sua vez, doam uma hora por dia para que o trabalhador possa frequentar as aulas. "Com certeza, este projeto tem ampla relevância social, é inovador e pioneiro, uma vez que conta com uma parceria envolvendo o Sindicato e empresariado, sendo um modelo no país e o prefeito Barjas Negri (PSDB) pediu que fosse mantido, nos mesmos moldes que já vem sendo desenvolvido", contou a secretária. De acordo com Milton Costa, este projeto dá oportunidade ao trabalhador de aprender a ler e escrever. "Hoje, cerca de 70% da nossa categoria é analfabeta ou semianalfabeta. Com o aprendizado todos ganham: o trabalhador por passar a ser mais valorizado e o empresariado por ter um funcionário mais qualificado, inclusive sabendo interpretar um projeto", disse. Ricardo Kraide também comunga desta ideia e diz que saber que um funcionário está pegando o ônibus do sistema de transporte coletivo pela placa indicativa do bairro e não mais pelo número é algo muito gratificante. "Há um entendimento no empresariado de que todos ganham com esta prática e temos apostado neste projeto", ressalta. Além das duas turmas que fazem aula no Sindicato, a Lef Pisos, como destacou o presidente do Sinticompi, também tem interesse em abrir uma sala de aula na própria empresa para atender seus trabalhadores. Apesar de o trabalhador não receber o certificado de conclusão do Ensino Básico, em função de não ter a carga horária de aula exigida pelo Ministério da Educação (MEC) - eles têm duas horas de aula durante três vezes por semana, de acordo com a Secretaria de Educação -, nada impede que quando se sentirem preparados, poderão fazer o exame nas escolas credenciadas da cidade para continuarem os estudos em outros ciclos. "Vamos reforçar isso a eles, inclusive", destacou Ângela Maria.