POLÍCIA ESTEVE NO LOCAL

Ossada foi encontrada em matagal, na SP-191

Crime, ocorrido em dezembro, teria ocorrido por uma suposta dívida

Ana Cristina Andrade
ana.andrade@gazetadepiracicaba.com.br
07/03/2018 às 10:55.
Atualizado em 19/04/2022 às 00:32

Quarta-feira, 7 de março de 2018 A Polícia Civil de Charqueada (SP) prendeu, temporariamente, um casal que confessou a autoria de um crime ocorrido em dezembro de 2017, cuja ossada foi encontrada na última segunda-feira (5), às 17 horas, na rodovia Wilson Finardi (SP-191), que liga a cidade a Rio Claro (SP). A suspeita é que corpo seja do irmão de um policial, de 41 anos de idade, que estava desaparecido. Por volta das 17h30, o delegado Gilberto Carlos Fernandes Júnior, tomou conhecimento, por meio dos policiais militares - o sargento Norbiato e o cabo Misson -, ambos da Força Tática de Rio Claro, que a mulher e seu companheiro, por uma suposta dívida, haviam assassinado o homem em dezembro. Os dois contaram que, na data de crime, levaram a vítima de Ipeúna (SP), a Charqueada, chegando a um canavial próximo ao bairro Paraisolândia, o estrangularam e esconderam o corpo ali mesmo. Na tarde de segunda-feira, logo após a confissão, o casal levou os PMs ao local do crime e mostrou onde deixaram o corpo. Havia, praticamente, só osso. Foi requisitada uma equipe do Instituto de Criminalística para o local e, terminado o trabalho de coleta de material para análise, e fotografias, os restos mortais foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) de Piracicaba. Providências O delegado Gilberto Fernandes, diante das confissões, formalizou o indiciamento do homem e da mulher, nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e representou pela prisão temporária, a qual poderá ser prorrogada por mais 30 dias. Ele disse que teve de correr contra o tempo porque o Judiciário encerra as atividades às 19 horas. "Fomos muito bem atendidos pelo juiz e promotor, que trabalharam em parceria conosco, entendendo que se os dois não fossem recolhidos poderiam fugir e, talvez, não fossem mais encontrados", destacou Fernandes. "Os dois confessaram que mataram o rapaz somente para os policiais, porque, na Delegacia, se reservaram no direito de permanecerem calados", declarou. Exame de DNA Para identificar a vítima, segundo a autoridade policial, deverá ser feito o exame de DNA. "Devemos chamar um familiar do homem que estava desaparecido, colher material e mandar para análise. Só assim teremos como esclarecer o desaparecimento dele", explicou. "Acho um absurdo as pessoas matarem desta forma. Falta Deus no coração", observou o delegado. Investigações Segundo o delegado, o homem envolvido no crime tem 41 anos de idade, trabalha como montador de móveis de madeira. A mulher tem 31 anos de idade e está desempregada. A dupla é de Ipeúna. Recolha O homem ficará em uma cadeia da região e a mulher, em uma cela feminina, também fora de Charqueada. Se concluir o inquérito antes dos primeiros 30 dias da prisão temporária, Gilberto Fernandes deverá representar pela prisão preventiva. É ela que irá manter o casal na cadeia até a data do julgamento.

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