PROJETO SOCIAL

Mucapp conclui obras de mais uma moradia

Associação Pró-Mutirão da Casa Popular foi criada em 1993

Marcelo Rocha
igpaulista@rac.com.br
22/02/2017 às 10:17.
Atualizado em 28/04/2022 às 03:50

Obra concluída na favela Pantanal: a casa, reformada e pintada, foi entregue nesta terça (Christiano Diehl Neto)

Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 Após seis meses, as últimas pinceladas de tinta marrom selaram, nesta terça-feira (21), o fim das obras na casa da dona Ana Maria da Costa Coelho, 51 anos de idade, que reside no bairro Jardim dos Eucaliptos, na Favela Pantanal. Ela é mais uma munícipe beneficiada pela Associação Pró-Mutirão da Casa Popular de Piracicaba (Mucapp). Mineira radicada em Piracicaba há 30 anos, Ana Maria trabalha como mensalista e ganha R$ 1,5 mil, fora o dinheiro de faxinas extras aos sábados e de uma pensão. No barraco com dois quartos, sala, cozinha e banheiro (que ela comprou há cerca de três anos), que agora foi totalmente reformado com a ajuda de voluntários da Mucapp, ela vive com o filho Maurício, de 27 anos de idade, que tem sequelas no braço e nas pernas, em decorrência de uma meningite. “Não dava para morar debaixo da casa, ela tinha problemas na laje, goteiras e infiltrações. Agora, depois da reforma, minha casa ficou linda. Quero agradecer o pessoal da Mucapp e a minha patroa, dona Fátima, que me deu a maior força”, afirma a mensalista. A casa de 35 metros quadrados foi edificada a partir do respaldo (última fileira de tijolos antes do encontro com a laje de cobertura), diz a presidente da Mucapp, Ivani Neves. A obra foi iniciada em setembro de 2016 e supervisionada pela arquiteta Fernanda Bernardino, uma das voluntárias da Mucapp. “Quando chegamos à casa, as paredes de alvenaria já estavam levantadas, mas todo o resto estava parado porque ela não tinha condições financeiras para comprar material e contratar mão de obra”, declara a arquiteta. “Então, ajudamos com o fornecimento de material, para fechar a laje e concluir a obra, que também incluiu acabamento e revestimento”, acrescenta Fernanda. O pedreiro Antônio, cunhado de Ana Maria, que havia construído as paredes antes da chegada da Mucapp, também prosseguiu na empreitada até sua conclusão. Diferente de outras empreitadas da Mucapp, que contaram com o apoio de voluntários estrangeiros, esta teve a mão de obra exclusiva de brasileiros, frisa Ivani, a mandatária da entidade filantrópica fundada em 1993 e que já está completando a entrega de 450 casas no regime de mutirão (entre construções e reformas). “Trabalharam na casa da Ana Maria apenas voluntários brasileiros, coordenados pelo pintor Luiz Antônio Alves Corrêa, e mais dois ajudantes, que prometeram pintar quatro casas por ano em parceria com a Mucapp”, diz Ivani. “Meu maior anseio é que nossos jovens participem das pinturas de nossas casas para conhecerem as condições de miséria de nossa periferia. Muitos se surpreenderam com o que viram. Tenho certeza, que doravante, pautarão suas vidas sob nova ótica”, comenta a presidente da Mucapp.

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