Equilíbrio e solidez

Mercado imobiliário cresce 2,1% ano em Piracicaba

O índice é visto com entusiasmo pelos empreendedores do setor, pois reflete um equilíbrio sólido entre o ritmo de novos lançamentos e a velocidade de vendas das unidades

Rogério Verzignasse
02/06/2026 às 07:04.
Atualizado em 02/06/2026 às 07:04
Piracicaba mantém ritmo sólido de crescimento imobiliário em 2026, com equilíbrio entre lançamentos e vendas (Divulgação)

Piracicaba mantém ritmo sólido de crescimento imobiliário em 2026, com equilíbrio entre lançamentos e vendas (Divulgação)

O mercado imobiliário de Piracicaba em 2026 opera em ritmo de crescimento contínuo de 2,1% ao ano, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Esse é o aumento médio das vendas a cada doze meses.

O índice é visto com entusiasmo pelos empreendedores do setor, pois reflete um equilíbrio sólido entre o ritmo de novos lançamentos e a velocidade de vendas das unidades.

Para Angelo Frias Netto, diretor-presidente da Frias Netto Consultoria de Imóveis e membro da diretoria regional do Secovi, o setor imobiliário local apresenta uma resiliência singular, capaz de assimilar as intempéries políticas e econômicas que costumam trazer instabilidade aos negócios.

Frias explica que os contratos fechados na cidade apresentam uma peculiaridade interessante: os imóveis de luxo e alto padrão concentram a maior parte do valor movimentado pelo setor, mas os imóveis populares, de programas como o Minha Casa Minha Vida, respondem por 70% das unidades comercializadas.

Em resumo, afirma, o imóvel segue como investimento seguro para pessoas de qualquer classe social. Prova disso é o baixo tempo de escoamento do estoque.

Segundo o Secovi, o segmento apresenta um panorama estável e promissor para este ano, com crescimento contínuo. A região registra uma média de comercialização de 3.226 domicílios por ano, demonstrando força e liquidez.

Frias destaca que os empresários foram positivamente surpreendidos com o desempenho do mercado neste primeiro semestre, já que o setor vinha de um período de pessimismo. Ele lembra que estamos em ano de Copa, de eleições e com juros mantidos em patamares elevados. Ainda assim, as vendas não param de crescer. “O cenário continua atrativo para investidores e novos projetos”, afirma.

Esse cenário, segundo o Secovi, pode melhorar ainda mais se o governo federal encarar com responsabilidade a questão da dívida pública, que, fora de controle, impede a redução significativa da Selic.

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