O índice é visto com entusiasmo pelos empreendedores do setor, pois reflete um equilíbrio sólido entre o ritmo de novos lançamentos e a velocidade de vendas das unidades

Piracicaba mantém ritmo sólido de crescimento imobiliário em 2026, com equilíbrio entre lançamentos e vendas (Divulgação)
O mercado imobiliário de Piracicaba em 2026 opera em ritmo de crescimento contínuo de 2,1% ao ano, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Esse é o aumento médio das vendas a cada doze meses.
O índice é visto com entusiasmo pelos empreendedores do setor, pois reflete um equilíbrio sólido entre o ritmo de novos lançamentos e a velocidade de vendas das unidades.
Para Angelo Frias Netto, diretor-presidente da Frias Netto Consultoria de Imóveis e membro da diretoria regional do Secovi, o setor imobiliário local apresenta uma resiliência singular, capaz de assimilar as intempéries políticas e econômicas que costumam trazer instabilidade aos negócios.
Frias explica que os contratos fechados na cidade apresentam uma peculiaridade interessante: os imóveis de luxo e alto padrão concentram a maior parte do valor movimentado pelo setor, mas os imóveis populares, de programas como o Minha Casa Minha Vida, respondem por 70% das unidades comercializadas.
Em resumo, afirma, o imóvel segue como investimento seguro para pessoas de qualquer classe social. Prova disso é o baixo tempo de escoamento do estoque.
Segundo o Secovi, o segmento apresenta um panorama estável e promissor para este ano, com crescimento contínuo. A região registra uma média de comercialização de 3.226 domicílios por ano, demonstrando força e liquidez.
Frias destaca que os empresários foram positivamente surpreendidos com o desempenho do mercado neste primeiro semestre, já que o setor vinha de um período de pessimismo. Ele lembra que estamos em ano de Copa, de eleições e com juros mantidos em patamares elevados. Ainda assim, as vendas não param de crescer. “O cenário continua atrativo para investidores e novos projetos”, afirma.
Esse cenário, segundo o Secovi, pode melhorar ainda mais se o governo federal encarar com responsabilidade a questão da dívida pública, que, fora de controle, impede a redução significativa da Selic.