Piracicaba ainda não registrou nenhum caso de febre amarela

Secretário municipal de Saúde, Pedro Mello (Antonio Trivelin)
Terça-feira, 31 de janeiro de 2017 Piracicaba deve manter, e se possível reforçar, suas estratégias de combate ao Aedes aegypti e, concomitantemente, se "blindar" para impedir a entrada da febre amarela. Em linhas gerais, essa foi a orientação da Secretaria de Estado da Saúde aos representantes das 645 cidades paulistas que foram a um encontro na Capital para discutir a dengue, chikungunya, zika e febre amarela, nesta segunda-feira (30). Piracicaba ainda não registrou nenhum caso de febre amarela, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, que disponibiliza a imunização em 22 unidades de Saúde (sete Centros de Referência em Atenção Básica/Crab, seis postos do Programa de Saúde da Família/PSF e nove Unidades Básicas de Saúde/UBS). Até o dia 20 de janeiro, o município contabilizava quatro casos de dengue e não havia casos de chikungunya e zika vírus, diz a pasta. A Secretaria Municipal de Saúde ainda não possui um balanço com o número de vacinas aplicadas contra a febre amarela neste mês. Mas já confirma que a procura pela vacina na cidade cresceu, especialmente em unidades de bairros rurais, como os PSF de Anhumas e do distrito de Tupi. A pasta ressalta que não há falta do medicamento. Na reunião, o secretário estadual de Saúde, David Uip, apresentou balanços das doenças a prefeitos e secretários municipais de Saúde. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, "o relatório apresentado mostra que houve redução expressiva do número de casos dessas doenças em todo o Estado". E os testes para a vacina contra a dengue - que estão em sua terceira fase de testes - também integraram a pauta da reunião, frisa Mello. Segundo o órgão estadual, neste ano já foram confirmadas 31 mortes de macacos no Estado por febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito haemagogus, que vive em áreas de mata e floresta. "E foram confirmadas também seis mortes de pessoas pela mesma doença. Sendo dois casos de transmissão no próprio Estado (autóctones) e quatro envolvendo pessoas que estiveram em Minas Gerais (importados)", informa a pasta estadual. "Há ainda 17 casos suspeitos, sendo que 13 dessas pessoas também estiveram em Minas Gerais". No Brasil, os últimos casos de febre amarela transmitida pelo Aedes foram registrados há 75 anos. David Uip disse que estão sendo feitas buscas ativas nas regiões endêmicas, para identificar possíveis sinais e fazer bloqueios, evitando assim riscos à população. Recomendação Pessoas que vivem em áreas endêmicas ou na Zona Rural devem ser vacinadas em caráter preventivo. O mesmo deve ocorrer com pessoas que vão viajar para áreas endêmicas. Se nessas áreas alguém encontrar macacos mortos, comunicar imediatamente à Superintendência de Controle de Endemias - Sucem. No caso de Piracicaba, ligue à Regional Campinas, pelo fone: (19) 3272-9891, para recolher o animal e fazer análises. Mesmo assim, foi enfatizado que a conduta dos municípios no combate ao Aedes aegypti deve continuar e, dentro do possível, ser intensificado, com eliminação de criadouros, orientação à população e bloqueios, em casos de resistência. Porque o foco agora é a febre amarela e é preciso impedir que o Aedes entre nesse processo de transmissão da doença.