TRAJETÓRIA POLÍTICA

Márcio França, vice-governador, fez palestra na Acipi

Ele poderá assumir o Estado com a possível renúncia de Alckmin (PSDB)

Adriana Ferezim
26/02/2018 às 10:12.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:21
Vice-governador, Márcio França, falou sobre o crescimento de São Paulo (Christiano Diehl Neto)

Vice-governador, Márcio França, falou sobre o crescimento de São Paulo (Christiano Diehl Neto)

Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018 O vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio França (PSB), que também é secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, proferiu palestra, na última sexta-feira (23), na Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), sobre o crescimento de São Paulo e as perspectivas para curto prazo. O auditório da entidade ficou lotado de empresários, comerciantes, autoridades políticas da cidade e da região, como 17 prefeitos, oito vice-prefeitos e mais de 30 vereadores. França poderá assumir a administração do Estado com a possível renúncia do cargo pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é pré-candidato à presidência da República. Ele falou sobre trajetória política, seu trabalho no governo, das expectativas e ações que poderá adotar nos nove meses de mandato e da sua intenção em ser candidato a governador do Estado nas próximas eleições. Sua visita na cidade começou logo cedo, na sexta-feira, no programa 'Jornal da Manhã', da rádio Jovem Pan News Piracicaba, comandado por Roberto Morais, deputado estadual pelo PPS. Depois, França foi para a Acipi. "Tenho quase 40 anos de vida pública. Não sou muito conhecido, mas acredito que logo que assumir o governo, as pessoas darão bons testemunhos a meu respeito", disse. Advogado, França foi vereador em São Vicente, na Baixada Santista, por duas vezes, e foi prefeito da cidade, reeleito em 2000, com 93,1% dos votos válidos. "Esse é um recorde entre cidades com mais de 100 mil eleitores que ainda não foi alcançado e minha aprovação era 94%", afirmou. Ele revelou que foi chamado por Alckmin para compor a chapa do Executivo, sabendo que iria acumular uma Secretaria. "Alckmin me indicou para uma pasta que ele mesmo já tinha assumido. Tem sido uma honra acompanhá-lo nesse período. Ele promoveu um modelo de gestão que deu certo e que pode dar certo para o País. São Paulo, hoje em dia, tem um caixa de R$ 2,5 bilhões, apesar da crise", disse. Segundo ele, São Paulo já retomou o crescimento econômico. "Está em torno de 0,6% ao mês. Isso é quase 7% ao ano. O que falta é uma boa reforma tributária no País e acabar com a guerra fiscal. São Paulo não adotou essa prática e manteve o equilíbrio fiscal. É claro que por ser mais industrial, também sentiu primeiro os efeitos da crise, mas também é o primeiro a sair dela". Ele ressaltou que os programas iniciados por Alckmin terão continuidade. E ações propostas por ele na Secretaria, como capacitar 20 mil presos em regime semiaberto em cursos de pintura - que já recuperaram cinco milhões de metros quadrados de fachada de prédios públicos no Estado - também permaneceram. Incentivador do uso das tecnologias nas ações do governo, França falou sobre a Univesp, que oferece cursos gratuitos EAD com docentes da USP, Unesp e Unicamp, a 50 mil alunos e terá as vagas ampliadas para 100 mil em julho. "Em Piracicaba, são mil vagas disponibilizadas", disse. França também ressaltou a necessidade de repensar o problema da escola de presos, com a possibilidade das audiências por teleconferências. Na Acipi, ele foi recepcionado pelo presidente da entidade, Paulo Roberto Checoli, além do deputado Roberto Morais (PPS), do prefeito Barjas Negri (PSDB), do secretário de Emprego e Relações do Trabalho, José Luiz Ribeiro, do presidente do PSB Piracicaba, Gabriel Ferrato e do senador ítalo-brasileiro, Fausto Longo e o presidente da Câmara de Vereadores, Matheus Erler (PTB).

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