Meta é vacinar todo o Estado de São Paulo até o final do ano.
Quarta-feira, 14 de março de 2018 O laudo com o veredito sobre o primeiro caso de óbito por febre amarela registrado no município - um homem com 31 anos de idade, que morreu no dia 25 de janeiro, na Santa Casa de Piracicaba -, será divulgado até esta sexta-feira (16), informou o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. “Ainda estamos investigando o local provável de infecção e mapeando os locais por onde a vítima se deslocou. Então, até esta quinta (15) ou sexta-feira, a gente vai fechar o caso, que, dependendo da investigação, pode ficar como caso indeterminado. Essa investigação epidemiológica leva, em média, 10 dias”, declarou Regiane de Paula, diretora da CVE do Estado. De acordo com Regiane, após a confirmação da morte por febre amarela, e a suspeita de que pode se tratar de um caso autóctone, foram desenvolvidas ações de bloqueio (vacinação, captura de vetores, coleta entomológica, pesquisas laboratoriais e nebulização da área suspeita). “Essa investigação está sendo realizada pela Vigilância Integrada da Febre Amarela, que é integrada pela equipe da Vigilância Epidemiológica que atende a região de Piracicaba, pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e pelo Instituto Adolfo Lutz”, explicou. A diretora do CVE disse que a expectativa da pasta estadual, que tem sido confirmada nas falas do secretário David Uip, é vacinar todo o Estado de São Paulo até o final do ano. A campanha deve imunizar cerca de 9,3 milhões de paulistas que residem nos 645 municípios do Estado. “Isso deve envolver mesmo aquelas cidades que não integram as áreas de risco e os corredores ecológicos definidos como áreas de circulação da febre amarela, como Piracicaba”, afirmou a diretora do CVE. “Mas, por hora, não sabemos dizer se Piracicaba receberá doses fracionadas ou não da vacina. Como Piracicaba ainda é um cenário em investigação, vamos aguardar o resultado desse laudo para definirmos a melhor estratégia a ser adotada. Ou seja, vamos tomar a melhor decisão epidemiológica para o município quando esta investigação terminar”, acrescentou. Anúncio A primeira morte por febre amarela na cidade foi confirmada no dia 28 de fevereiro, pela Vigilância Epidemiológica (VE), da Secretaria Municipal de Saúde. Os exames do paciente haviam sido Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP) e o resultado positivo para febre amarela foi confirmado no dia 27 de fevereiro. "Piracicaba tem o primeiro caso confirmado de febre amarela, de um paciente que apresentou início de sintomas por volta do dia 22 de janeiro de 2018. Entre os possíveis diagnósticos levantados na época, estavam: leptospirose, dengue, febre amarela e febre maculosa entre outros", comunicou a Assessoria de Imprensa da pasta municipal na ocasião.