VAI ATÉ MAIO

Lançamento da vacinação contra a Influenza

A meta da Secretaria de Saúde de Piracicaba é vacinar 76.215 pessoas

Marcelo Rocha
18/04/2017 às 10:08.
Atualizado em 28/04/2022 às 03:29
Maria Inês Vieira, 69 anos de idade, recebeu a vacina no Lar Betel de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Maria Inês Vieira, 69 anos de idade, recebeu a vacina no Lar Betel de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Terça-feira, 18 de abril de 2017 A exemplo de anos anteriores, mais uma vez a Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba escolheu o Lar Betel como local para o lançamento oficial da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em Piracicaba. Na tarde desta segunda-feira (17), cerca de 90 idosos acolhidos pela instituição foram imunizados. Em 2017, a meta da Secretaria de Saúde de Piracicaba é vacinar 76.215 pessoas, que equivale a 98% do público-alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde - cujo total na cidade é 84.683 pessoas. A ação de Saúde prosseguirá até o dia 13 de maio, informa o governo federal. Pedro Mello, o secretário municipal de Saúde, salienta que a vacina "é a trivalente, a mesma do ano passado, que engloba três tipos de vírus Influenza: o H1N1, o H3N2 e o B". Em 2016, conta o secretário, houve uma epidemia grande do vírus H1N1 e o índice de mortalidade foi alto, com o registro de mais de dois mil óbitos no País. "Mas, neste ano, a maior preocupação é em relação ao o H3N2, que está predominando e já causou óbitos. O H3N2 é mais agressivo, porém menos letal. Ele hospitaliza mais vezes e causa sintomas como letargia, dores musculares, febre e calafrios", lista Mello. É importante que a vacinação seja feita anualmente, porque os vírus se modificam de tempos em tempos, frisa a médica Bessel Basso Mattos Rebeis, da vigilância epidemiológica. "É um equívoco achar que porque se vacinou no ano passado não é preciso neste ano. Precisa sim, porque o patógeno (causador da doença) acaba sendo outro. E mesmo porque a imunização dura, no máximo, um ano", afirma. "A vacina tem uma indicação muito precisa, é usada no mundo inteiro. Então, não tem porquê para a população não receber essa vacina", acrescenta. "A vacina é a morte evitável", afirma o secretário. "Porque o índice de mortalidade entre pessoas da terceira idade e com morbidades é alto. Para se ter uma ideia, é em torno de 20% para pessoas que têm a síndrome respiratória", diz Mello. Luiz Adalberto dos Santos, presidente do Lar Betel, diz que "é um privilégio" o início da vacinação na instituição a cada ano. "A vacinação é uma garantia de segurança e de Saúde. E que possamos ser, sempre, os primeiros a receber a vacina", declara o gestor. "Estou acostumada a tomar a vacina, nunca tive receio", afirma Maria Inês Vieira, 69 anos de idade, moradora do Lar Betel. "Sempre tomo a vacina, ela garante saúde para todo o ano", diz Antônio Celso Moretti, 64 anos de idade. "Essa vacina corta a gripe da gente, é importante", ressalta Fábio Inácio, 78 anos de idade, que também reside no Lar Betel. Contra-indicações De acordo com Bessel, a vacina é contra-indicada a pessoas que têm alergia severa a ovo, que tenham tido reação anafilática ou a síndrome de Guillain-Barré (polirradiculoreurite aguda) até seis semanas após a imunização, "embora esta seja uma situação extremamente rara", ressalta a médica. Cinco grupos A partir deste ano, a Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE) escalonou a vacinação por grupos incluídos na população-alvo da campanha em cinco etapas (fora o "Dia D", o chamamento para todos os grupos prioritários no dia 13 de maio). O cronograma começou no dia 10, com o início da vacinação dos trabalhadores da área de Saúde dos hospitais. A partir desta terça-feira (18), serão vacinadas as pessoas com mais 60 anos de idade ou mais e os profissionais de Saúde dos serviços públicos e privados. Na terceira etapa, com largada no dia 24 de abril, será a vez de vacinar gestantes, puérperas, crianças (com idades acima dos seis meses e até os cinco anos de idade) e a população indígena. A Etapa 4 prevê a imunização de pessoas com doenças crônicas (como diabetes, problemas cardíacos, respiratórios) e/ou comorbidades a partir do dia 2 de maio. Nesses casos, salienta a Secretaria de Saúde, existe "a necessidade de prescrição médica especificando o motivo/comorbidade da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação". Já a quinta fase de vacinação, com início no dia 8 de maio, programa a vacinação de professores das escolas públicas e particulares. Este grupo prioritário é uma novidade em 2017.

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