Um cientista iraniano do alto escalão do setor nuclear foi assassinado nesta sexta-feira (27) enquanto estava em seu veículo perto de Teerã, um "ato terrorista" no qual há "sérios indícios de participação israelense", segundo o chefe da diplomacia do Irã
Um cientista iraniano do alto escalão do setor nuclear foi assassinado nesta sexta-feira (27) enquanto estava em seu veículo perto de Teerã, um "ato terrorista" no qual há "sérios indícios de participação israelense", segundo o chefe da diplomacia do Irã.
"Terroristas assassinaram um proeminente cientista iraniano hoje (sexta-feira). Essa covardia - com sérios indícios de participação israelense - mostra um belicismo desesperado de seus autores", tuitou Mohamad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores da república islâmica.
Zariv também pediu que a comunidade internacional dê "fim a suas vergonhosas posições ambivalentes e condene este ato terrorista".
O cientista, oficialmente identificado como Mohsen Fakhrizadeh, de 59 anos, era chefe do Departamento de Investigação e Inovação do Ministério da Defesa.
Por sua vez, o chefe do Estado Maior do Irã, general Mohammad Bagheri, advertiu que uma "terrível vingança" ocorrerá contra os responsáveis pelo assassinato do cientista.
"Os grupos terroristas e os autores dessa ação covarde devem saber que uma terrível vingança os espera", afirmou Bagheri, segundo a agência estatal Irna.
O cientista ficou "gravemente ferido" quando seu carro foi atacado por vários indivíduos, que brigaram com sua equipe de segurança, de acordo com nota do Ministério da Defesa.
Fakhrizadeh não resistiu aos ferimentos e morreu, apesar dos médicos fazerem o possível para reanimá-lo.
Segundo um jornalista da televisão estatal, uma caminhonete preta carregando explosivos escondidos sob madeiras explodiu em frente ao carro de Fakhrizadeh, antes que ele fosse atacado por tiros de outro veículo que seguia na outra pista.
Fotos e vídeos da cena mostram um sedan preto na beira da estrada com buracos de bala e sangue no asfalto.
O ataque ocorreu perto da cidade de Absard, a leste de Teerã.
O ministro da Defesa, Amir Hatami, disse na televisão que o cientista desempenhou um "papel importante nas inovações de defesa". "Ele administrou a defesa nuclear e fez um ótimo trabalho", acrescentou, sem maiores detalhes.
Segundo ele, este assassinato está "totalmente relacionado" com a morte do general Qassem Soleimani em janeiro, em um ataque de drones dos Estados Unidos em Bagdá.