Ocorrência foi registrada em um bloqueio no bairro Água Branca

Edilson Santos visitou Aguinaldo Américo, e a esposa, nesta quinta-feira (25) (Antonio Trivelin)
Sexta-feira, 26 de janeiro de 2018 “Socorro, socorro, meu marido está morrendo", gritava Fernanda Sanjuan Américo, 39 anos de idade, ao parar o carro em um bloqueio que a Polícia Militar realizava no bairro Água Branca, na tarde do último dia 18. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (25). No banco de trás, desacordado e sem apresentar quase que nenhuma pulsação, estava seu marido, o motorista Aguinaldo Américo, 46 anos de idade, enfartado. Ao encontro dela, veio o cabo Edilson Santos, 47 anos de idade, da 4ª Companhia, que, ao perceber que Aguinaldo estava cianótico (roxo), iniciou uma massagem cardíaca. A partir daí, o motorista começou a reagir. O policial assumiu a direção e seguiu com ele para a Santa Casa de Piracicaba. Edilson disse que, no trajeto, parou algumas vezes para repetir a massagem, porque o estado da vítima era considerado muito grave. Na emergência do hospital, um médico iniciou os procedimentos para a estabilização total dos batimentos cardíacos de Aguinaldo. Vinte minutos depois, ele estava sendo levado para o Hospital dos Fornecedores de Cana, por ser conveniado. Passou por duas intervenções no Centro Cirúrgico - uma de angioplastia e outra de cateterismo. Na tarde desta quinta-feira, Aguinaldo já em casa, também localizada no bairro Água Branca, ele recebeu a vista do policial. A Gazeta acompanhou. Como foi Fernanda contou que, no dia 18, seu marido havia feito Ecocardiograma porque vinha apresentando cansaço físico e algumas dores no peito. Dizia que era algo suportável. Chegou em casa por volta das 16h30. Às 17 horas, conversava com a filha no quarto. Estava em pé quando, de repente, deu um suspiro e desmaiou. Seu enteado, Gabriel Sanjuan, 20 anos de idade, o arrastou para a sala, colocou o carro de ré na garagem, colocou Aguinaldo no banco de trás e Fernanda saiu dirigindo. "Eu buzinava desesperada, mas as pessoas não sabiam que se tratava de uma emergência e não saíram da frente. Ao entrar na rua Buenos Aires, vi as viaturas e parei", contou ela. "É uma sensação horrível, a gente fica em estado de choque. Havíamos chamado o Resgate, mas nem conseguimos responder a todas as perguntas. O Gabriel resolveu que faríamos o socorro", explicou. ‘"O médico disse que por causa da massagem cardíaca, provavelmente, um coágulo se soltou da parede do coração e, por isso, meu marido voltou a respirar. Se não fosse isso ele estaria morto. Só temos a agradecer ao PM e a Deus porque foi um milagre". Edilson, que no ano passado salvou uma mulher que se jogou de uma ponte em Piracicaba, disse que quando viu Aguinaldo acordando, achou até bonito. "Foi Deus que me deu sabedoria e muita calma para realizar a massagem certa, porque ele já estava praticamente morto. Só Deus mesmo para ele ter nascido novamente", declarou o militar. Aguinaldo ainda vai ser submetido a outros exames.