Um dos alvo foi o professor da Faculdade de Ciências Médicas
A reitoria reafirmou compromisso com a inclusão étnico-racial e social (Dominique Torquato/AAN)
Terça-feira, 20 de junho de 2017 Estudantes da Unicamp - instituição que tem campus em Piracicaba, a FOP - fizeram um ato em resposta a manifestações consideradas racistas, que ocorreram após a aprovação das cotas étnico-raciais na instituição. Um dos alvos do protesto foi o professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Paulo Palma, que publicou no perfil de Facebook do reitor Marcelo Knobel, a sugestão de que a universidade deveria se tornar uma escola de terceiro grau a partir do ingresso dos cotistas. Também chegou a dizer que, ao adotar critérios como cotas, a Unicamp estaria “trocando cérebro por nádegas”. O ato, chamado de III Marcha Antirracista, teve concentração na FCM, onde os estudantes fizeram colagem de cartaz com personalidades e outras figuras negras. “Personalidades negras que fizeram coisas incríveis e contribuições para as várias áreas do conhecimento, para mostrar que a gente tem cérebro, história e referência”, afirmou Taina Aparecida Silva Santos, integrante do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp. Da FCM, os estudantes seguiram para a reitoria com o objetivo de falar com o reitor. Eles pediram esclarecimentos em relação às “medidas cabíveis” que a Unicamp informou que tomaria em relação ao professor. O grupo foi recebido pela vice-reitora e coordenadora- geral da Universidade, Teresa Atvars, pois o reitor participava de um evento. A Unicamp informou que a manifestação do grupo será encaminhada às instâncias institucionais e que a reitoria já constituiu uma comissão para apurar o caso. A reitoria reafirmou compromisso com a inclusão étnico-racial e social.