A SUPERLOTAÇÃO

Grupo da Câmara vai 'fiscalizar' escolas

Objetivo é visitar duas Unidades, por semana, para ver condições de perto

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
12/04/2018 às 09:57.
Atualizado em 18/04/2022 às 23:32

Quinta-feira, 12 de abril de 2018 Visitas semanais sem agendamento serão feitas pelos vereadores em todas as 135 escolas municipais de Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental a partir da próxima semana. O anúncio foi feito pelo vereador Jonson Oliveira, Maestro Jonson (PSDB), durante reunião pública que discutiu, na noite desta quarta-feira (11) - diante de um plenário e de um hall lotados da Câmara de Vereadores -, denúncias de superlotação de algumas classes e falta de professores, auxiliares e estagiários. A rede municipal de Educação Infantil tem 18.823 crianças acolhidas, 89 escolas e 1.907 professores. O vereador ressaltou que o trabalho será coordenado pela Comissão de Educação da Câmara, presidida por ele, mas que a formação do grupo está aberta a todos os vereadores que quiserem participar. "O objetivo é visitar duas escolas, por semana, para ver de perto as condições, o dia a dia das Unidades, crianças e profissionais, para a Câmara poder contribuir para a solução de problemas encontrados", afirmou. O vereador Wagner Oliveira, o Wagnão (PHS), ressaltou que as visitas fazem parte das prerrogativas dos vereadores para fiscalizar o serviço público e que elas serão feitas de surpresa, sem agendamento prévio, para "realmente conhecer o trabalho e verificar as condições das Unidades", afirmou. A reunião foi coordenada pelo vereador Matheus Erler (PTB), presidente da Mesa Diretora da Câmara, e diversos parlamentares participaram. Ele lembrou que o pedido da reunião, feito pela Comissão de Educação, ocorreu após quatro encontros com o Movimento 'Luto pela Educação,' que discutiu o Plano de Carreiras do Magistério, e nelas surgiram as denúncias. A secretária municipal de Educação, Angela Corrêa, afirmou que não há superlotação porque tem mapeado todas as salas de aula de todos os módulos da Educação Infantil. Ela apresentou o modelo de uma escola localizada no bairro Vila Fátima. "Aqui podemos ver que em apenas dois dias do mês de fevereiro, as sete crianças matriculadas em uma sala do berçário foram à escola”, disse. Ela afirmou que, em novembro de 2017, já tinha todas as crianças matriculadas e por decisão do Conselho da escola foi feita análise socioeconômica e definido quem seria atendido em período parcial e integral. "Algumas mães, mesmo sem apresentar declaração de trabalho, não aceitaram perder o integral e ingressaram na Justiça, que concedeu liminar obrigando as de período integral retornarem às vagas. Essa medida atingiu 1,3 mil crianças. Atendemos a Justiça e vimos que precisávamos de mais profissionais, 27 professores, 62 auxiliares e 117 estagiários. Começamos as contratações, mas, no setor público, é preciso fazer concurso e estamos chamando e esperamos contratar todos em abril. Até lá, as diretoras foram autorizadas a contratar 'dobras', ou seja, professores podem fazer hora extra para atender a demanda", afirmou.

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