Dos cerca de 2,5 mil profissionais, 150 teriam aderido ao movimento
Faixas posicionadas na fachada da Apeoesp anunciam a paralisação (Del Rodrigues)
Quarta-feira, 29 de março de 2017 Nesta terça-feira (28), no primeiro dia de greve dos professores, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, afirmou que nas escolas da Diretoria de Ensino (DE) de Piracicaba, 94% dos docentes ministraram aula normalmente e 6% não compareceram para lecionar. Conforme os dados do balanço do governo, dos cerca de 2,5 mil profissionais, 150 teriam aderido ao movimento nas cidades de Piracicaba, Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Saltinho e Charqueada, que é a área da DE. A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel Noronha, a Bebel, afirmou nesta terça-feira que, na área da subsede de Piracicaba, 35% das escolas aderiram à greve e que a tendência é que o número aumente nesta quarta-feira (29). No dia 31, quando será realizada uma assembleia em São Paulo - para avaliar a continuidade da paralisação - ela espera uma adesão de 100% nesta sexta-feira (31). "A quantidade de escolas que participou do movimento, no primeiro dia, em Piracicaba, é semelhante ao resultado de todo o Estado, de 35%", ressaltou. De acordo com os dados apresentados pela entidade, com 35% de unidades participantes da greve, das 68 escolas da Diretoria de Ensino de Piracicaba, aproximadamente 24 teriam participado da greve, nesta terça-feira. Os nomes das escolas não foram revelados e Bebel não informou se em alguma delas houve paralisação total das atividades. "É difícil, porque mesmo que tenha ficado um número reduzido de professores que não entraram em greve, como exemplo, três que ficaram em uma das escolas da cidade, não conta como paralisação total", explicou. A categoria decidiu pela greve em assembleia realizada no início do mês. Os professores reivindicam o reajuste salarial de 22,07% e se posicionam contra a reforma da Previdência Social. Eles também pedem a retirada dessa proposta da pauta do Congresso Nacional. "Essa reforma, como está, prejudica demais a aposentadoria dos docentes", disse Bebel. AULAS A Gazeta apurou que muitos alunos deixaram de ir à aula, nesta terça-feira, por conta do anúncio da greve, mas que adesão de alguns professores não atrapalhou o dia letivo. De acordo com a Secretaria da Educação do Estado, a DE mantém um cadastro com 200 professores eventuais que foram acionados para substituição. Em nota, a pasta esclareceu que, caso haja qualquer conteúdo perdido este será reposto e faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas. "A secretaria mantém uma mesa de negociação aberta com os sindicatos da categoria, com interlocução direta do secretário José Renato Nalini. A pasta acredita no compromisso dos professores com os estudantes e com a educação e para manter o atendimento dos alunos, as Diretorias de Ensino foram orientadas a convocarem professores eventuais para cumprirem jornada". A secretaria informou também que pagará a professores e servidores o bônus por mérito no valor de R$ 290 milhões. "Sendo que no último dia 7 já foi pago o salário com acréscimo de 10% a mais de 18 mil professores de Educação Básica I. Nenhum professor do Estado recebe menos que o piso nacional (R$ 2.298,80). O salário-base dos professores da rede estadual de Ensino PEB II é R$ 2.415,89, ou seja, 5% superior ao piso nacional e acrescido de benefícios".