OPERAÇÃO FUMAÇA

Gaeco desarticula quadrilha que agia em seis cidades

Grupo praticava crimes, principalmente a extorsão de empresários

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
06/12/2017 às 10:17.
Atualizado em 19/04/2022 às 01:06

Quarta-feira, 6 de dezembro de 2017 O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta terça-feira (5), a Operação Fumaça, na qual foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Piracicaba, Rio Claro, Itu, Piraju, Avaré e São Paulo. O objetivo foi desarticular uma quadrilha que praticava diversos crimes, principalmente a extorsão de empresários que estariam sendo investigados criminalmente, além de falsificar notícias do Gaeco e até mandados. Segundo o MP, a organização criminosa praticava extorsão, corrupção passiva e concussão, dentre outros crimes. A ação em Piracicaba e nas outras cidades contou com apoio da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Civil e da Receita Federal. De acordo com o MP, o grupo prometia interceder junto a autoridades públicas para resolver as pendências criminais das vítimas. Para isso, exigia um valor em pagamento pelo serviço. Nenhum montante sobre o quanto a quadrilha teria obtido dos extorquidos foi divulgado nesta terça-feira.  Mandados O Ministério Público não forneceu detalhes das diligências realizadas pelas equipes do Gaeco e de apoio na cidade de Piracicaba. Em nota, o MP informou que “foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva em face de advogados, empresários e executivos, e três mandados de condução coercitiva, dois deles contra agentes públicos”. Ainda segundo o órgão, ao longo da investigação descobriu-se que a organização criminosa identificava potenciais vítimas dentre empresários que eram investigados criminalmente. Os integrantes da quadrilha convenciam os empresários que eles poderiam obter êxito junto a autoridades públicas do sistema de Justiça penal. O grupo “forjava mandados de prisão e notícias sobre Operações do Gaeco contra suas vítimas, prometendo que as ordens de prisão e operações seriam suspensas caso os valores exigidos fossem pagos”, diz a nota. A Gazeta apurou que a investigação está sendo feita sob sigilo e, por esse motivo, mais detalhes não foram revelados pela assessoria de imprensa do MP. As investigações continuam. Nesta terça-feira, a Gazeta não obteve retorno dos recados deixados na Delegacia da Receita Federal de Piracicaba.

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