FEBRE AMARELA

Foram aplicadas, em Piracicaba, mais de 58 mil doses

O medicamento não está em falta, ressaltou a Secretaria

Marcelo Rocha
24/01/2018 às 09:16.
Atualizado em 19/04/2022 às 00:48

Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018 A Secretaria Municipal de Saúde informa que nos primeiros 22 dias de janeiro de 2018 já foram aplicadas 58.840 vacinas contra a febre amarela - em 2017 foram 25.592 doses o ano todo. De acordo com a pasta, nesta terça-feira (23) os 23 postos de Saúde da cidade funcionaram normalmente, oferecendo a vacina à população. O medicamento não está em falta, ressaltou a Secretaria. Desde esta terça-feira, a Prefeitura exige que o usuário comprove residência em Piracicaba para receber a vacina. A Saúde reforça o pedido para não haver correria aos postos de Saúde. "As pessoas que não vão viajar para áreas/cidades com recomendação da vacina, ou que moram na área urbana do município, não precisam tomar a vacina porque Piracicaba não é área de risco", diz o comunicado. De acordo com a Secretaria, em 2017 o número de doses da vacina contra a febre amarela aplicadas em Piracicaba (25.592) foi 10 vezes maior do que o ano anterior. O incremento das imunizações deve-se à intensificação da campanha de vacinação preventiva na área rural, após a constatação dos primeiros casos de febre amarela no País, em Minas Gerais, no fim de 2016. No ano de 2016, a pasta informa que 2.579 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela em Piracicaba, número semelhante ao contabilizado nos dois anos anteriores (2.432 vacinas em 2014 e 2.349 em 2015). Segundo a pasta, desde 2010, ou seja, antes do surto nacional, o município já desenvolvia ações "para evitar que a febre amarela chegasse à área rural da cidade, que seria o caminho natural da doença, pelo fato de seus transmissores serem mosquitos de mata fechada". "Fizemos a lição de casa", costuma dizer Pedro Mello, o secretário de Saúde. Transgênico O governo do Estado e seus órgãos de Vigilância Epidemiológica têm enfatizado que a febre amarela - que hoje provoca pânico e corrida aos postos de Saúde de São Paulo - é estritamente rural, e que desde 1942 não há registros de casos de febre amarela em áreas urbanas. Imaginando, porém, a possibilidade real da febre amarela atingir áreas urbanas, qual seria o papel do Aedes do Bem (o mosquito transgênico introduzido em Piracicaba) nesse tabuleiro? De acordo com Pedro Mello, uma das maiores preocupações dos especialistas em Saúde Pública do País, no momento, é a possibilidade de o Aedes aegypti entrar no ciclo de transmissão da febre amarela, o que facilitaria o alastramento da doença para a área urbana, visto que o Aedes é um mosquito essencialmente urbano. "Em Piracicaba, o fato do combate ao Aedes selvagem estar em estágio avançado, desde 2015, com o uso dessa nova tecnologia, que é o Aedes do Bem, conseguimos ampliar a nossa prevenção à dengue, zika, chikungunya e, consequentemente, à febre amarela", analisou o secretário. "Portanto, a continuidade desse trabalho de combate ao Aedes selvagem é fundamental para minimizar essa nova preocupação do momento, que é o risco de o Aedes selvagem entrar no ciclo de transmissão da febre amarela", declarou.

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