DADOS DO CIESP

Fevereiro: saldo de 50 vagas de empregos formais

Indústria da região registrou índice de 0,09% no mês anterior

Marcelo Rocha
igpaulista@rac.com.br
15/03/2018 às 09:35.
Atualizado em 19/04/2022 às 01:14

Quinta-feira, 15 de março de 2018 Em fevereiro, a Indústria instalada na região de Piracicaba (que envolve oito municípios) gerou 50 postos de trabalho, uma pequena variação positiva de 0,09%. O indicador é considerado "estável" pela Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Piracicaba, que, nesta quarta-feira (14), apresentou os dados à imprensa local. "Tivemos essa variação positiva de 50 postos de trabalho, mas no acumulado do ano (janeiro e fevereiro) temos um saldo de 0,74%, o que significa a geração de 300 empregos", afirmou Fábio Vitti, diretor do Ciesp Piracicaba. Este, na realidade, é o primeiro fevereiro positivo desde 2013. "Esta é uma sinalização bem positiva", ressaltou Vitti, que destacou que, nos últimos 12 meses, houve a geração de, aproximadamente, 1,4 mil postos de trabalho na região de Piracicaba. A performance de fevereiro está intimamente ligada às variações positivas de dois setores especificamente: o de produtos de minerais não-metálicos/pisos e olarias (2,55%) e o de veículos automotores e autopeças (0,19%). As variações negativas de fevereiro tidas mais expressivas - considerando o contingente de empregos que geram - foram no setor de produtos alimentícios (-0,54%) e de máquinas e equipamentos (-0,05%). "As 600 demissões da Mondelez ainda não foram contabilizadas", informou Homero Scarso, gerente-regional do Ciesp Piracicaba. "O reflexo das demissões da Mondelez só aparecerá em março. Só que, provavelmente, o saldo (de março) pode até ser positivo devido ao setor sucroalcooleiro, que vai começar a contratar por causa da safra", acrescentou Vitti. Campanha Durante a coletiva, o diretor e o gerente-regional do Ciesp Piracicaba apresentaram a Campanha 'Chega de Engolir Sapo', ação de combate aos juros lançada na última terça-feira (13), na Capital, por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. Os juros bancários e o 'spread' bancários são os grandes problemas para a população e para o empresariado, disseram Vitti e Scarso. E o sapo surge como um símbolo da campanha institucional contra esses dois vilões. "Os juros e o 'spread' tiram a competitividade das indústrias, nacional e internacionalmente", disse Vitti. "Ou seja, transfere-se dinheiro do setor produtivo para o setor bancário", avaliou Scarso.

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